Após confusão em protesto no Rio, feridos seguem internados

Vítimas foram levadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro

Por O Dia

Rio - Quatro pessoas permanecem internadas após confusão durante a manifestação contra o aumento da passagem de ônibus no Rio de Janeiro, na noite de segunda-feira. As vítimas foram socorridas e levadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar e o Hospital Federal do Andaraí.  

José Mauro Valente, que levou um tiro no tórax, está passando por cirurgia e seu quadro de saúde é estável. Leandro Zalombinho, que foi atingido na coxa esquerda por uma bala de borracha e Gleison Silva de Oliveira, que caiu da escada durante o tumulto e sofreu fratura na perna direita, também apresentam quadro estável. A quarta vítima, Bruno Alves de Souza, foi atingido por uma bala no ombro e está em observação no Hospital do Andaraí.

Segundo a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, os 20 PMs feridos foram socorridos no local e alguns foram levados para hospitais da cidade. Um deles teve o braço quebrado após ser espancado por um grupo de manifestantes e outro foi ferido na cabeça. A secretaria ainda não informou o estado de saúde dos policiais.

Manifestantes tentam invadir a Alerj

O protesto que reuniu mais de 100 mil pessoas na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, terminou em tumulto. Um grupo de manifestantes tentou entrar na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) e a Polícia Militar reagiu com bombas de gás e efeito moral.

Um carro chegou a ser virado e incendiado. A confusão começou no momento em que um manifestante tentou abrir um carro da polícia. PMs do Serviço Reservado (P2) prenderam o rapaz.

Quando a maior parte de pessoas presentes ao protesto já havia ido embora, um pequeno grupo persistiu no local e reuniu correntes e pedras para tentar invadir a Alerj uma segunda vez. Alguns jogaram coquetéis molotov na entrada do local e policiais responderam com bombas de gás.

Os participantes acenderam uma fogueira em frente ao local e depredaram dois restaurantes próximos. Eles ainda discutiram entre si, quando um grupo queria derrubar uma banca e outro impediu, afirmando que o dono seria trabalhador. Uma cabine da PM foi lançada na fogueira e parte do grupo arrombou um caixa eletrônico.

Os manifestantes também invadiram uma agência bancária na Rua da Assembleia e pegaram móveis e computadores para aumentar o fogo. Anteriormente, eles chegaram a jogar pedras na janela da Alerj. Parte deles depredou carros, queimou montes de lixo e entrou em confronto com os PMs. Um segurança da Casa informou que funcionários e policiais ficaram feridos no local e que o socorro não conseguiu chegar na Alerj por conta da ocupação das vias.

Em nota, a PM informou que cinco policiais militares do 5º BPM (Praça da Harmonia) foram feridos.

PM e Prefeitura apoiam manifestação

"Estaria tudo bem se estivéssemos lá, junto com eles". A frase, dita por um policial militar do 5º BPM (Praça da Harmonia) reafirma o caráter pacífico da manifestação contra o aumento da tarifa dos ônibus na cidade. "Sabemos que eles estão certos, mas temos que ficar aqui fardados, cumprindo o nosso papel", revelou outro PM, que não quis se identificar. A estimativa é que as ruas do Centro do Rio foram ocupadas por até 130 mil pessoas.

Em nota, a Prefeitura do Rio informou que apoia o protesto e está disposta a dialogar com os manifestantes. O Governo do Estado não quis se pronunciar.

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