Dono viu carro ser incendiado pela janela de prédio: 'Não imaginava'

Morador da Baixada Fluminense, Fabrício Ferreira não sabe como fará para retornar para casa

Por O Dia

Rio - Um dos dois carros que foram queimados nesta segunda à noite durante a manifestação no Centro pertencia ao operador de áudio Fabrício Ferreira, funcionário Rádio Manchete, localizada na Rua da Assembleia, que fica em frente ao Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), local dos choques entre manifestantes e policiais. O dono do outro carro queimado ainda não foi localizado.

As carcaças dos dois veículos foram levadas em um reboque da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) para um depósito da empresa em São Cristóvão, onde serão periciados.

O operador de áudio, que começou no emprego há uma semana, trabalha também para a Rádio Tupi. Ele disse que acompanhou pela televisão o momento em que o seu carro foi incendiado pelos manifestantes. O veículo não tinha seguro.

"Infelizmente, tem um pessoal infiltrado nessas manifestações só para bagunçar. Eu sabia que iria ocorrer a manifestação, mas não imaginava que o meu carro seria destruído. Eu acho que o povo tem que se manifestar quando está insatisfeito com qualquer coisa. Temos que dar um basta nessa situação, mas sem violência", disse.

Morador da Baixada Fluminense, Fabrício não sabe como fará para retornar para casa, uma vez que o transporte para a região é escasso após a meia-noite, quando sai do segundo emprego. A renda da família é complementada pela sua mulher, que vende roupas e transportava as mercadorias no carro incendiado. Algumas peças que ainda não haviam sido pagas estavam na mala do automóvel e foram perdidas.

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