Em Brasília, ato ocupa a Esplanada dos Ministérios

Em meio ao clima de festa cívica, brasilienses participam de passeata. Grupo dribla polícia e sobe marquise do Congresso

Por O Dia

Rio - Do teto do poder, sobre a laje do Congresso Nacional, o hino brasileiro ecoou pela capital federal ontem à noite, na voz de um grupo de pessoas que furou o bloqueio da Polícia Militar para manifestar sua insatisfação contra os gastos excessivos do governo com a Copa das Confederações. Até às 19h30, perfilada em cordão de isolamento, a polícia conseguiu impedir a subida pela rampa e tentou proteger a entrada do Senado Federal, mas o grupo conseguiu driblar o cerco.

No fim da passeata%2C grupo consegue subir na marquise do Congresso%2C após driblar o bloqueio policialAgência Brasil

Exibindo cartazes com palavras de ordem, e mesmo com o risco de cair de uma altura de cinco metros, os jovens pediam que mais pessoas subissem na marquise. Duas pessoas foram presas por jogar água nos policiais.

A manifestação em Brasília começou tranquila, às 17h. O movimento passou pela Esplanada dos Ministérios e, em pouco tempo, mais de seis mil pessoas ocuparam as principais vias da capital, cantando e acendendo luzes e tochas improvisadas. Em mais um movimento organizado nas redes sociais, os jovens pediam paz e o fim da violência policial, ocorrida em protestos semana passada em outras capitais.

A cavalaria da PM tentou proibir o acesso ao gramado do Congresso, mas algumas pessoas pularam no espelho d’água e molharam os agentes. O clima ficou bastante tenso quando os policiais usaram spray de pimenta contra os manifestantes.

A maioria criticava a presidenta Dilma Roussef e as altas cifras pagas pelo governo para a construção e reforma de estádios e outros locais onde haverá jogos das Copas das Confederações e do Mundo. Sábado, a marcha dos estudantes seguiu até o Estádio Mané Garrincha, onde a Seleção Brasileira fez seu jogo de estreia no atual torneio. Na cerimônia de abertura, a presidenta foi vaiada e mal conseguiu falar.

Mas outros temas fizeram parte do protesto de ontem. O presidente do Senado, Renan Calheiros, e o líder da Comissão de Direitos Humanos, pastor Marcos Feliciano, também foram criticados.

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