Lindbergh: 'Protesto estava lindo. Tem que saber se não é coisa de infiltrado'

Ex-líder estudantil ressaltou desejo de mudança da população e criticou a 'reação desproporcional' de policiais

Por O Dia

Rio - O senador Lindbergh Farias elogiou o protesto que reuniu mais de 100 mil pessoas no Centro do Rio nesta segunda-feira. O ex-líder estudantil ressaltou o desejo de mudança da população e criticou a "reação desproporcional" dos policiais no Rio de Janeiro e em São Paulo. Lindbergh liderou a campanha dos caras-pintadas em 1992 que levou ao impeachment do então presidente da República Fernando Collor de Mello.

"O protesto estava lindo. Tem que entender o que aconteceu. Tem que saber se não foi coisa (o conflito) de infiltrados. Estou com os estudantes que fizeram um ato muito bonito. Tem que saber se não são infiltrados os que atacaram a Alerj. De qualquer forma, a grande maioria fez uma das manifestações mais fortes da história da Avenida Rio Branco", defendeu.

Confusão

O fim da manifestação contra o aumento da passagem de ônibus acabou em corre-corre e confusão. Um grupo de manifestantes tentou entrar na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) e a PM reagiu com bombas de gás e efeito moral.

Neste momento, um grupo de manifestantes toma as escadarias da Alerj. Um grupo de PMs permanece acuado no local com escudos. PMs fazem disparos para o alto na tentativa de dispersão, mas a multidão se recusa a sair. Um carro chegou a ser virado e incendiado. Ainda não há informações sobre o número de feridos ou se há detidos.

PM apoia manifestação

"Estaria tudo bem se estivéssemos lá, junto com eles". A frase, dita por um policial militar do 5º BPM (Praça da Harmonia) reafirma o caráter pacífico da manifestação contra o aumento da tarifa dos ônibus na cidade. "Sabemos que eles estão certos, mas temos que ficar aqui fardados, cumprindo o nosso papel", revelou outro PM, que não quis se identificar. A estimativa é que as ruas do Centro do Rio tenham sido ocupadas por até 130 mil pessoas.

Um grupo de punks queimou a bandeira do Brasil e foi reprimido pelos manifestantes, o que gerou um rápido bate-boca, sem violência. Quando os manifestantes chegaram nos arredores da Alerj começou o registro de confusão.

Em nota, a Prefeitura do Rio informou que apoia o protesto e está disposta a dialogar com os manifestantes. O Governo do Estado não quis se pronunciar.

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