Prefeito convoca lideranças de movimento para reunião

Após manifestação que reuniu mais de 100 mil no Centro, Eduardo Paes quer diálogo com Movimento Passe Livre

Por O Dia

Rio - O prefeito Eduardo Paes convidou alguns líderes do Movimento Passe Livre, que organizam as manifestações contra o aumento na tarifa de ônibus, para uma reunião na noite desta terça-feira, na sede da Prefeitura, no Centro.

O prefeito quer ouvir as reivindicações do grupo. Até o momento, ninguém confirmou presença.

Coletivo divulga posicionamento sobre manifestações

O coletivo de hackers Anonymous Rio emitiu uma nota à imprensa, na tarde desta terça-feira, com um posicionamento sobre as recentes manifestações em toda a cidade por conta do aumento das tarifas de ônibus, de R$ 2,75 para R$ 2,95.

Manifestantes incendeiam materiais ao lado da Assembleia Legislativa do RioDivulgação

No texto, o grupo afirma não incentivar a violência e atos de vandalismo, mas reforça que há um movimento que é resultado de uma "insatisfação popular contida durante tantas décadas de descaso e opressão por parte do Estado Brasileiro".

A nota foi disparada à imprensa logo após o grupo invadir o site do PMDB e o Instagram da presidenta Dilma Rousseff , na parte da manhã. No perfil da presidenta na rede social de fotografias, havia a mensagem: "SENHORA PRESIDENTA DA REPÚBLICA OU A SENHORA FAZ ALGUMA OU O BRASIL VAI PARAR. NÓS NÃO VAMOS TOLERAR MAIS. O GIGANTE ACORDOU. #AnonymousBrasil #VemPraRua #OGiganteAcordou #Brasil".

No dia anterior, na segunda-feira, um dos integrantes do Anonymous hackeou o perfil da revista Veja no Twitter. O blog da presidenta também não saiu livre dessa: o endereço foi invadido naquele dia e voltou a ser alvo do coletivo nesta terça-feira. Em todas as mensagens, o Anonymous demonstra apoio à população e insatisfação com corrupção, censura e impostos, entre outros tópicos. Abaixo, a mensagem emitida à imprensa, na íntegra:

Anonymous Rio

NOTA SOBRE OS PROTESTOS NO RJ E EM TODO O BRASIL

Nós, da administração dessa página, não apoiamos e nem incentivamos a violência. Somos completamente avessos a atos violentos e depredatórios, seja partindo do Estado, seja partindo do povo.

Porém não podemos, em hipótese nenhuma, negar a rebelião popular e muito menos deslegitima-la como manifestação de toda a insatisfação popular contida durante tantas décadas de descaso e opressão por parte do Estado Brasileiro. Esses ato são repletos de significados e profundidade, ainda que a mídia tradicional os coloquem apenas como atos vazios de vandalismo. O que presenciamos ontem diante da ALERJ não foi uma minoria, foi uma massa de mais de 10 mil pessoas aglomeradas buscando entrar na casa de leis do Estado do Rio de Janeiro.

Buscaremos não emitir apoio e nem repúdio a esses atos. Mostraremos os fatos conforme forem se desenrolando e, no máximo, faremos análises conforme nossa interpretação e entendimento dos fatos.

PARABÉNS AO BRASIL INTEIRO POR SAIR ÀS RUAS. QUINTA-FEIRA NOS VEREMOS NOVAMENTE.

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