Cabral diz que quer negociar

Governador elogia a participação popular no movimento e solta um ‘viva a democracia’

Por O Dia

Rio - Depois de quase 24 horas em silêncio, o governador Sérgio Cabral falou sobre a manifestação que levou mais de 100 mil pessoas às ruas do Centro do Rio, na noite de segunda-feira.

Em entrevista ao RJTV , da Rede Globo, nesta terça à noite, Cabral disse estar aberto a negociações e elogiou a participação do povo no movimento. Ele também afirmou ser natural um governante receber críticas e deu um viva à democracia.

“As pessoas estão desejosas de participar, de estar presentes, de questionar, de sugerir. Isso é muito bonito”, disse Cabral.

Demonstrar serenidade — e até sorrindo em alguns momentos — o governador tentou minimizar as duras críticas que tem recebido, principalmente pela atuação da Polícia Militar nas manifestações.

“Absolutamente natural e democrático. Uma pessoa que disputa um cargo eletivo num processo democrático tem que ter a consciência e a tolerância necessárias para receber críticas e se aperfeiçoar ouvindo as procedentes, e discutir as que não julgar procedentes”, frisou.

Como o principal motivo do protesto foi o aumento da tarifa de ônibus no Município do Rio, Cabral se sentiu bastante à vontade para falar sobre o preço das passagens da alçada do governo do estado.

“A nossa tarifa modal intermunicipal é uma das menores do Brasil (R$ 2,80)”, fez questão de dizer. Segundo ele, seu governo está sempre aberto a negociações. E completou: “Viva a democracia”.

O risco da omissão por manter-se calado

“O silêncio é o padrão dele”, cravou o cientista político Geraldo Tadeu. “Cabral prefere pôr os auxiliares na frente para falar. É o estilo dele. Em São Paulo, os governantes se posicionaram imediatamente e criticaram a manifestação. Quando o movimento cresceu, tiveram que voltar atrás. Pecaram por precipitação. O governador do Rio esperou a situação ficar mais clara, antes de falar. Mas também pode pagar alto preço político pela demora e ser considerado omisso”, analisou Tadeu.

‘Silêncio é uma estratégia do governador’

Na opinião do filósofo André Martins, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é costume do governador Sérgio Cabral silenciar diante de fatos que gerem grande repercussão negativa.

“Acho que é uma estratégia visando a eleição. Mesmo pegando mal ele não se posicionar, me parece que dos cálculos de perdas e ganhos eleitorais o governador prefere não se expor, por mais que as pessoas falem mal dele”, disse o professor Martins.

‘Silêncio é uma estratégia do governador’

Na opinião do filósofo André Martins, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é costume do governador Sérgio Cabral silenciar diante de fatos que gerem grande repercussão negativa.

“Acho que é uma estratégia visando a eleição. Mesmo pegando mal ele não se posicionar, me parece que dos cálculos de perdas e ganhos eleitorais o governador prefere não se expor, por mais que as pessoas falem mal dele”, disse o professor Martins.

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