Enfermeiros exonerados

Mais dois profissionais do Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, pediram para deixar o cargo após escândalo de plantões-fantasmas denunciado pelo DIA

Por O Dia

Rio - Saída à francesa. Lotados no setor de enfermagem do Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, mais dois enfermeiros pediram exoneração do cargo, após o escândalo de servidores que só aparecem nos plantões nas escalas de serviço.

Funcionários de papel — como passaram a ser chamados na unidade —, Robério de Arruda Brant e Fabiana Borges Miguel entregaram a carta de saída à direção. Com eles, são quatro os que deixaram o Hospital de Saracuruna após as denúncias do DIA.

Xênia deixou unidade de Saracuruna Paulo Araújo / Agência O Dia

Os dois enfermeiros são investigados por acumular cargos em mais de uma unidade da saúde e faltar ao serviço nos plantões do Adão Pereira Nunes.

Tenente do Corpo de Bombeiros, Robério Brant é chefe de setor de Enfermagem na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Santa Cruz, onde trabalha de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Além do Hospital de Saracuruna, a técnica de enfermagem Fabiana Miguel, que também pediu exoneração, trabalha no Centro Municipal de Saúde Ernani de Paiva Ferreira Braga, em Santa Cruz, em plantões das 7h às 17h, dia sim, dia não.

Por semana, são 32h30 de trabalho. No estado, segundo o Datasus do governo federal, Fabiana também tem uma carga de trabalho de 32 horas. Ou seja: trabalha todos os dias sem qualquer intervalo para o descanso e além das 60 horas estipuladas como limite para um profissional da Saúde.

Na segunda-feira, a gerente do setor de Enfermagem, Elaine Cristine da Conceição Vianna, foi afastada do cargo pela direção do Adão Pereira Nunes, onde era contratada para trabalhar, das 7h às 18h, de segunda a sexta-feira. Mesmos dias em que aparece na escala de plantão do Hospital Federal Cardoso Fontes.

Outra que deixou a unidade de Saracuruna foi a enfermeira Xênia Rodrigues da Silva. Escalada para trabalhar em oito plantões por mês, ela deveria entrar ou sair do Adão Pereira Nunes no mesmo momento em que deixava ou chegava ao Hospital da Unimed de Campos, distante 300 quilômetros de Caxias.

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