Manifestantes colocam fogo em posto médico do Terreirão

Médicos são convidados a se retirar do local e ambulâncias são destruídas por grupo mais exaltado

Por O Dia

Rio - Um grupo de manifestantes conseguiu invadir o posto médico que funciona dentro do Terreirão do Samba na noite desta quinta-feira. O clima havia ficado tenso na Prefeitura com uma série de confrontos na região da Prefeitura. As luzes do entorno da sede do Executivo foram apagadas por volta das 19h30 desta quinta-feira. A assessoria do órgão nega, mas a região segue sem luz.

Grupos mais exaltados partiram em direção ao Terreirão e colocaram fogo em lonas do local, na tentativa de invadir. Agentes da Força de Segurança Nacional já chegaram ao ponto mais tenso. Os médicos do PrestoMed foram chamados para fora e os manifestantes entraram no posto investindo contra duas ambulâncias e colocando fogo no local. Os médicos ainda não sabem se vão conseguir recuperar seus pertences e documentos.

Houve confronto entre manifestantes mais exaltados e a polícia em diversos pontos do CentroJosé Pedro Monteiro / Agência O Dia

Após isto, eles conseguiram ocupar todo o espaço do Terreirão, onde houve evento festivo da Copa das Confederações até as 18h. A base de seguranças da empresa BSS também foi invadida e os 50 funcionários fugiram sem ser incomodados. No entanto, seus pertences foram roubados, como mochila e dinheiro. O segurança Lucas Braga desabafou: "Sou contra a Copa, por causa da Copa aconteceu isto aqui".

Dois veículos da Hyundai que estavam expostos para venda também foram destruídos. Um pouco mais cedo, manifestantes entraram em confronto com PM na região da Prefeitura, quando quatro deles atiraram fogos de artifício nos cavalos do Batalhão de Choque (BPChq). Pelo menos 35 pessoas ficaram feridas, três delas por balas de borracha. Todos foram encaminhados para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro.

Em frente à Central do Brasil, uma cabine da Polícia Militar foi queimada.

Público pode ter chegado a 1 milhão de pessoas

Nas redes sociais, especula-se que a quantidade de pessoas presentes tenha alcançado o simbólico e esperado número de 1 milhão. Apesar disso e das imagens com as principais vias do Centro do Rio tomadas por manifestantes, o Coppe / UFRJ estima que 300 mil pessoas tenham participado do megaprotesto.

Apesar do caráter pacífico da mobilização, uma cena de violência extrema chocou manifestantes que estavam na Prefeitura: um rapaz foi violentamente agredido por grupo de vândalos porque carregava bandeira do PSTU. A vítima levou socos e chutes e chegou a cair. Em seguida, ele conseguiu se levantar e sumiu na multidão.

Segundo manifestantes, os agressores - que usam máscaras do grupo Anonymous -, estavam praticando pequenos furtos, hostilizando representantes de partidos e a imprensa. Eles foram repreendidos pelos integrantes do protesto e fugiram, temendo reação da polícia.

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