Mulher é suspeita de dar à luz e matar a própria filha no banheiro

Funcionária de clínica carregava recém-nascida morta dentro da bolsa

Por O Dia

Rio - A auxiliar de limpeza, Adriana Luiz da Silva, de 28 anos, foi presa após dar à luz no banheiro da clínica na qual trabalhava, em Nova Iguaçu. Evidências indicam que ela pode ter matado a criança momentos depois do parto, feito em silêncio. O motivo do suposto homicídio ainda é desconhecido. Surpresos, colegas de trabalho afirmam que ela escondeu a gestação utilizando uma cinta durante os seis meses em que trabalhou no local.

“Reparamos que a barriga dela crescia e a chamamos para conversar em três ocasiões. Ela sempre negou a gravidez e disse sofrer de um descolamento abdominal”, revelou a gerente administrativa do Centro Oncológico de Nova Iguaçu, Renata de Carvalho Barros.

A demora da funcionária no banheiro da clínica, que já durava cerca de 2 horas, na última quarta-feira, fez com que colegas questionassem se ela passava bem. Em resposta, Adriana teria dito que sofria de um desconforto gástrico e saiu do local com uma sacola de grande volume, na qual disse carregar seu uniforme. Diante da desconfiança dos diretores do hospital, que não acreditaram na versão, a funcionária abriu a bolsa, na qual estava a criança.

Mãe e filha foram levadas ao Hospital da Posse. Segundo a assessoria da unidade, a recém-nascida já chegou morta ao local, com pedaços de papel higiênico na garganta e marcas no pescoço que podem ter sido de esganadura. Após receber atendimento médico e psicológico, a mulher foi levada à 56ª DP (Comendador Soares), onde permaneceu em silêncio. A polícia aguarda o laudo cadavérico para confirmar o homicídio doloso.

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