Por thiago.antunes

Rio - A polícia aguarda o resultado da necropsia feita no corpo do bebê encontrado morto com a mãe, Adriana Luiz da Silva, na última quarta-feira, em Nova Iguaçu, para confirmar o infanticídio.

Ela foi presa em flagrante, depois de dar à luz, no banheiro da clínica onde trabalhava como servente, e ser flagrada com o filho morto, dentro de uma sacola.

Marcas de uma possível esganadura e pedaços de papel higiênico foram encontrados na garganta do recém-nascido, que já chegou morto ao Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, segundo a assessoria da unidade.

A servente Adriana Luiz chega à delegacia de Comendador SoaresIvan Teixeira / Hora H / Agência O Dia

A mulher, que também recebeu atendimento médico e psicológico no local, se recusou a falar em depoimento na 56ª DP (Comendador Soares), para onde foi levada.

Renata de Carvalho Barros, gerente administrativa do Centro Oncológico de Nova Iguaçu, onde Adriana trabalhava, revela que o marido da vítima, não identificado, entrou em estado de choque ao saber da notícia. “Tudo o que ele repetia era: Porque ela fez isso, meu Deus?”.

O casal já tinha outros dois filhos, menores de idade. Parentes que prestaram depoimento na delegacia disseram não haver motivo para o crime.

Acusada escondeu gravidez

O parto e a morte de um recém-nascido dentro de um dos banheiros da clínica de atendimento a pacientes com câncer, em Nova Iguaçu, chocou os colegas de Adriana, que não sabiam da gravidez.

“Percebemos que a barriga dela havia crescido, durante os seis meses em que ela trabalhou aqui. Chegamos a perguntar, mas ela negava a gravidez e afirmava sofrer com um descolamento abdominal”, revelou Renata.

A demora de cerca de duas horas da auxiliar de limpeza dentro do banheiro gerou suspeitas, ainda mais por causa do volume da bolsa com a qual ela saiu do local.

A pedidos dos diretores da clínica, a sacola foi aberta o bebê foi encontrado enrolado em panos de chão que foram usados para limpar o sangue no banheiro e não levantar suspeitas.

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