Por thiago.antunes

Rio - Para tentar evitar as cenas de vandalismo que marcaram as últimas passeatas no Centro — onde lojas e prédios públicos foram saqueados e depredados —, a Polícia Militar montou esquema de segurança para as manifestações previstas para esta quinta-feira e domingo, quando o Brasil disputa a final da Copa das Confederações. Ao menos 500 homens do Batalhão de Choque estarão nas ruas nesta quinta, a partir das 14h, antes de começar a concentração de jovens na Candelária.

No ato da semana passada, que reuniu um milhão de pessoas e deixou mais de 40 feridos, a violência de uma minoria chocou a população. Após estudo do caso, a PM reavaliou a ação e não deve utilizar a cavalaria.

Os animais formaram cordão de isolamento diante do prédio da prefeitura, alvo de bombas lançadas pelos manifestantes. No entanto, o susto levado pelos cavalos foi o estopim para confrontos.

Polícia Militar fez cerco à Câmara do Rio no fim da manifestação que saiu da Candelária segunda-feiraCarlo Wrede / Agência O Dia

Além da tropa de choque, batalhões do Centro e de São Cristóvão devem dar apoio. O Bope ficará de prontidão no quartel. Policiais serão divididos em grupos, que vão percorrer o Centro a pé e em viaturas. O Batalhão de Choque vai levar um grande aparato: patrulhas, escudos, armamento não letal e carros blindados.

O helicóptero da PM também dará apoio, caso seja necessário. Esta semana, o batalhão recebeu novo carregamento com toneladas de armamentos não letais.

Desde o início do mês, quando as manifestações por mudanças políticas e sociais proliferaram pela cidade, a escala dos policiais foi mudada para uma folga a cada dia de trabalho. Antes eram duas folgas por turno de 24 horas. Segundo fontes da polícia, os agentes foram escalados no sistema de horas extras do Governo do estado (RAIS).

Ato vai parar na Câmara

Os coordenadores do Fórum de Luta Contra o Aumento das Passagens, grupo que liderou as principais manifestações do Rio, decidiu que o trajeto de hoje será da Candelária à Fetranspor, na Rua da Assembleia, com uma parada em frente à Câmara dos Vereadores, na Cinelândia.

“Seguiremos na rua porque nossas pautas não foram atendidas”, explicou Priscila Guedes, de 23 anos, estudante de História na UniRio. A manifestação desta quinta-feira foi aprovada na noite de terça-feira, durante uma plenária com a presença de mais de 3 mil estudantes na UFRJ.

As reivindicações do grupo são: tarifa zero no transporte público para estudantes, desmilitarização da polícia e libertação dos manifestantes presos.

De acordo com o fórum, não serão aceitas negociações com o governo até que a redução das passagens deixe de ser custeada pelo subsídios aos empresários do setor.

2.500 homens no último jogo

Domingo, na final da Copa das Confederações, 2.500 policiais vão trabalhar na segurança do evento e no policiamento de ato que vem sendo divulgada nas redes sociais. Agentes de todo o estado serão deslocados para dar apoio, sendo cedidos pelos sete Comandos de Policiamento de Áreas da PM. A Força Nacional também deve ajudar.

O Choque ainda deve utilizar policiais do grupamento de moto e um carro de comando e controle, que capta e envia imagens do evento para a cúpula da Segurança.

Você pode gostar