Por thiago.antunes

Rio - Os cariocas perdem, em média, duas horas por semana só na espera do ônibus, metrô ou trem, o que representa quatro dias inteiros ao ano. Isso é o que mostra pesquisa inédita realizada pelo aplicativo de celular Moovit, que auxilia os usuários a encontrar as melhores opções de locomoção para o trajeto que querem fazer.

O estudo identificou ainda que os passageiros gastam oito horas semanais com o transporte público, ou seja, 17 dias por ano.

A pesquisa, feita com 300 dos 40 mil usuários do aplicativo na capital carioca, entre os dias 27 de maio e 10 de junho, mostrou ainda as maiores insatisfações dos passageiros na cidade. A superlotação foi a primeira reclamação, com 34%, seguida pela incerteza do horário de chegada, com 29%, e pelos atrasos, com 17%.

Tarifas dos ônibus especiais no Rio aumentaram em torno de R%24 1André Mourão / Agência O Dia

Para o gerente de Desenvolvimento Urbano do ITDP (sigla em inglês da ONG Instituto para Políticas de Desenvolvimento e Transporte), Pedro Torres, o resultado é muito ruim para o passageiro e para a economia do Rio.

“O tempo de espera é jogado no lixo”, ressaltou. De acordo com o especialista, o longo tempo de espera é causado, principalmente, pelo trânsito da cidade, que torna imprevisível os horários dos ônibus. Para melhorar isso, diz Torres, somente com a implementação dos corredores de BRTs, que estão em construção na cidade.

“É por isso que o BRT é chamado de ônibus metronizado. Eles têm uma previsibilidade de intervalos muito maior, podendo chegar a três minutos no horário de pico”, explicou. Nas áreas onde não haverá BRTs, Torres acha que a saída é excluir táxis das faixas seletivas para ônibus.

Preços dos ‘frescões’ não vão baixar

Três dias depois de aumentar a passagem dos ônibus urbanos de R$ 2,75 para R$ 2,95, a Prefeitura do Rio autorizou o reajuste dos ‘frescões’. Por conta da pressão popular, os ‘quentões’ voltaram ao preço anterior.

Mas, de acordo com a Secretaria Municipal de Transportes, as tarifas dos veículos com ar-condicionado de uma porta não vão baixar. Em média, o acréscimo ficou em torno de R$1 e os novos preços vão de R$ 9,10 a R$ 13,50.

Os passageiros se disseram surpresos e querem que a redução seja para toda a frota. “Ninguém avisou nada. Tinha que diminuir o preço de todos”, reclamou Tatiana Pontes, 33 anos, usuária da linha 2333, da empresa Pégaso.

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