MPF adverte PM sobre armas

Procuradores querem evitar uso de spray de pimenta, gás lacrimogêneo e balas de borracha

Por O Dia

Rio - O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro recomendou ao comandante da Polícia Militar, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, que restrinja o uso de armas não letais em manifestações públicas.

O objetivo é evitar que se repita neste domingo, nos protestos convocados para o entorno do Maracanã, o uso indiscriminado de spray de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo e balas de borrachas.

O MP pede ainda que não sejam usadas armas fora dos padrões legais, como bombas de gás lacrimogêneo com concentração superior aos limites permitidos pela legislação brasileira, “canhão sônico” ou “canhão d’água” ainda não aprovados.

Policiais atiram para o alto após jovens tentarem entrar na AlerjFernando Souza / Agência O Dia

Cópias da recomendação foram enviadas aos secretários nacional e estadual de Segurança Pública, ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC).

Assinada pelos procuradores regionais dos Direitos do Cidadão Jaime Mitropoulos e Alexandre Ribeiro Chaves, a recomendação alerta que o uso das armas só pode ser admitido para garantir a integridade física de policiais e outras pessoas atacadas por manifestantes ou quando o emprego da força for o único meio para conter ações violentas.

O documento pede também que seja garantido o trabalho dos profissionais dos meios de comunicação.

PSTU denuncia integralistas

O presidente regional do PSTU, Cyro Garcia, acusar grupos nazi-fascistas de atacar manifestantes que levavam bandeiras do partido. Pelo menos 16 filiados ao PSTU atacados a pauladas e pedradas foram hospitalizados.

Segundo Cyro, a participação de integralistas foi denunciada no Facebook por um suposto dissidente da organização. Ele disse que está sendo ameaçado.

Membros da Frente Internacionalista dos Sem-Teto, defenderam nesta quinta-feira, o estudante Arthur dos Anjos Nunes, 21 anos, das acusações de depredar a Alerj, no dia 17.

Segundo o advogado da Fist, André de Paula, o material apreendido na casa de Arthur, em Itaboraí, não é dele. Ainda segundo André de Paula, Arthur é Anarco-Punk.

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