Confusão no entorno do Maracanã deixa feridos

Professor é atingido por estilhaços de bombas

Por O Dia

Rio - A confusão entre PMs e manifestantes começou na Avenida Maracanã com Rua São Francisco Xavier, Tijuca, uma hora antes do jogo, na noite deste domingo. O confronto teve início após alguns dos ativistas jogarem pedras e garrafas d’água nos policiais. Ele revidaram com gás lacrimogênio mas não avançaram contra as pessoas, até que um homem lançou um coquetel molotov queimando a perna de um PM. Ele está sendo atendido numa ambulância no local. Nesse momento, a PM empurra os manifestantes pela São Francisco Xavier em direção contrário ao Maracanã mas a multidão está resistindo.

Professor fica ferido durante confusãoCaio Barbosa / Agência O Dia

Um professor da rede estadual de ensino, Hamilton Moraes, estava protestando pacificamente quando foi atingido por estilhaços de uma bomba de gás lançada por policiais durante a confusão. O professor foi atingido no olho e ficou ferido.

O helicóptero da PM sobrevoa a região. Policiais identificaram uma casa na Rua Paula Mattos, em que cerca de 30 manifestantes teriam se refugiado. O Bope foi chamado. Outro grupo tenta se refugiar em bares na Rua São Francisco Xavier e há manifestantes ainda na altura da Barão de Mesquita, perto do Colégio Militar, a cerca de cem metros da Tropa de Choque. Eles estão cantando e alguns sentaram no chão.

Há um blindado na Rua São Francisco Xavier, em direção ao Largo da Segunda-Feira.

Confronto do lado de fora do estádio começou pouco antes de a partida começarSeverino Silva / Agência O Dia

Profissionais da saúde voluntários socorrem os feridos na confusão entre polícia e manifestantes no entorno do Maracanã. Até agora seis pessoas se feriram, todos eles são manifestantes. Dois PMs também ficaram feridos.

Um grupo de manifestantes (cerca de 100) foi para a Praça Varnhagen, onde outras 100 pessoas assistiam ao jogo no Bar Buxixo. Na hora do gol, houve confusão entre eles. Os manifestantes criticavam o pessoal que estava mais interessado no futebol. PMs (também cerca de 100) fazem um cordão de isolamento na frente do bar, para que os grupos não se enfrentem. A maioria dos bares fechou, com medo das brigas.

Manifestantes no entorno do MaracanãJosé Pedro Monteiro / Agência O Dia

O protesto começou no final da tarde, na Praça Saens Peña, na Tijuca, e não registrou nenhum incidente até chegar à Rua São Francisco Xavier, próximo ao Maracanã. Cerca de 10 mil pessoas participaram da passeata, fechando quase cinco quarteirões do bairro.

Devido ao confronto, a estação do metro SaensPeña foi fechada e a Rua Conde de Bonfim voltou a ser interditada, nos dois sentidos, na altura da Praça Saens Peña. A informação é do Centro de Operações da prefeitura. Agentes da CET-Rio, da Guarda Municipal e a Polícia Militar estão no local.

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