Advogado falta e júri de PMs envolvidos em morte é adiado

Defesa alegou que não estava em boas condições de saúde para defender cliente

Por O Dia

Rio - O julgamento dos três policiais militares acusados da morte do estudante de direito Thiago Henry Siqueira Oazen, de 19 anos, que aconteceria nesta sexta-feira, no I Tribunal do Júri do Rio, foi adiado porque o advogado de um dos réus não compareceu ao júri. O juiz Fábio Uchôa Pinto de Miranda Montenegro remarcou o júri para o dia 21 de agosto, às 13h.

O advogado José Maurício Neville de Castro Júnior, que defende o PM Fábio Aloísio Moreira Micas Montes, apontado como o autor dos disparos, informou que não se encontrava em condições de saúde para realizar a defesa. De acordo com a decisão, o julgamento de todos os acusados deve ocorrer no mesmo instante. Também são réus no processo os PMs Júlio César da Silva e Luiz Carlos Cerqueira Ribeiro.

Segundo a denúncia, na madrugada do dia 28 de abril de 2008, na Rua Tirol, Freguesia, Jacarepaguá, Zona Norte do Rio, Thiago voltava de moto de um baile funk no Castelo das Pedras e foi morto com um tiro no rosto pelos réus, agentes do Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (Gpae). Eles faziam ronda na área, e o estudante, segundo amigos, teria tentado escapar porque estava sem documentos. Testemunhas também contaram que os policiais tentaram forjar resistência.

O estudante foi colocado na viatura policial e levado para o hospital. Os PMs alegaram que o rapaz estava armado. Eles respondem por homicídio qualificado e fraude processual. De acordo com os autos, na perseguição à vítima, Fábio Aloísio teria efetuado os disparos, enquanto Júlio César e Luiz Carlos o teriam incentivado, dando apoio logístico.

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