Por thiago.antunes

Rio - O Tribunal de Justiça do Estado do Rio liberou a prefeitura para abrir envelopes da licitação, no valor de R$ 7,8 milhões, para contratação de assistência médica aos peregrinos durante a Jornada Mundial da Juventude, que começa no próximo dia 23.

A decisão, que só saiu à noite, foi da desembargadora Gilda Maria Dias, relatora que analisava o recurso da Prefeitura.

Cruz Peregrina no Cristo Redentor%2C onde o arcebispo defendeu investimentos da prefeitura na JornadaReuters

A Justiça entendeu ser plenamente legal a realização da licitação. Em razão da decisão, a Prefeitura do Rio está autorizada a dar continuidade ao processo de licitação que escolherá as empresas responsáveis pela prestação de serviços durante os eventos Jornada.

Para garantir que o pregão fosse realizado, e atendendo a uma determinação da desembargadora Regina Lucia Passos, a Arquidiocese do Rio ofereceu imóveis na Rua do Acre, no Centro da cidade. Os imóveis são uma garantia caso a sentença final decida que a prefeitura não deve custear os postos avançados nos atos centrais, em Copacabana, na Glória e em Guaratiba.

Nesta sexta, após uma celebração aos pés do Cristo Redentor, com a presença da Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora, o arcebispo Dom Orani Tempesta, defendeu investimentos da prefeitura na Jornada. “Esse é um evento público, para todo mundo”, disse.

Já o MP alega que a prestação dos serviços deve ser paga pelas empresas. Os promotores criticaram a realização da uma licitação de última hora, a 11 dias da Jornada. O atendimento médico e a contratação de ambulâncias já eram previstos no contrato do evento que vinha sendo planejado há dois anos.

No dia 20, as empresas Savior, Grupo Bem e Grupo Vida desistiram de arcar com os custos e pediram que a Prefeitura assumisse. “O Grupo Bem já havia inclusive recebido parcela pelo serviço”, disse a promotora de Justiça Carla Carruba.

Central vai apurar riscos

A partir de segunda-feira, toda a movimentação de peregrinos e de religiosos que começam a chegar à cidade será monitorada pelo Centro de Gestão Integrada de Riscos da Jornada. O centro estará atento às manifestações ou qualquer imprevisto que possam oferecer risco aos fiéis. As equipes poderão alterar eventos por questões de segurança.

Segundo os promotores, no contrato com a prefeitura não havia sequer a descrição dos valores unitários, só uma estimativa genérica de preços. “Como a prefeitura vai fiscalizar se não sabe o que está pagando”, questiona a promotora Denise Vidal.

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