Por thiago.antunes

Rio - Cidade com população superior a um milhão de habitantes, São Gonçalo amarga problemas nas áreas de Saúde e Educação. Pelo menos 20 escolas municipais e 14 postos de saúde foram demolidos nos últimos dois anos com a promessa de revitalização em seis meses.

Mas até hoje estão em obras ou com a reforma paralisada. Algumas construções demolidas têm até placas indicando que a obra foi concluída em dezembro de 2011.

Data de conclusão seria dezembro de 2011%2C mas escola permanece em obras%2C mesmo com pagamento já feitoAlessandro Lo-Bianco / Agência O Dia

Nesta segunda-feira, a presidente da Comissão de Tomadas de Contas Especiais do município, Viviane Mattos, intimou pela décima-primeira vez, com publicação no Diário Oficial, a ex-prefeita Aparecida Panisset, para comparecer à prefeitura a fim de prestar esclarecimentos.

O atual prefeito, Neilton Mulim, pede que os casos sejam julgados à revelia, e diz que está convocando as empreiteiras para retomarem as obras, já que os valores foram pagos.

De acordo com a promotora de Justiça Renata Neme Cavalcanti, da Comarca de São Gonçalo, “alguns inquéritos por improbidade administrativa já viraram ações judiciais. Uma delas já tem condenação, porém está em fase de recurso junto ao Tribunal de Justiça”, disse.

Márcio Serra não entende o motivo da demolição de posto de saúdeAlessandro Costa / Agência O Dia

A área de Saúde também ficou em débito com a demolição de 14 postos. Moradores enfrentam a travessia em barcos para serem atendidos em Paquetá. No Bairro de Boa Vista, o Posto de saúde José Bruno Neto foi completamente demolido em agosto passado e permanece aos entulhos.

“Ele estava funcionando. Nossa família era atendida aqui. Ninguém entendeu a demolição”, disse o operário Márcio Cristiano Serra, de 35 anos, que ficou sem atendimento na região para a família.

No bairro do Mutuá, as obras da unidade de saúde também estão paralisadas. “Colocaram fogo no tapume que protegia a obra e a noite o local serve para abrigar criminosos”, informou uma moradora que pediu pra não ser identificada. A Secretaria de Saúde informou que, em até seis meses, pretende retomar 50% das unidades.

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