'Papa não tem nada a ver com os pecados dos políticos', diz Paes sobre protestos

Prefeito comenta possíveis protestos durante visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro: 'Vivemos numa democracia'

Por O Dia

Rio - O prefeito Eduardo Paes comentou nesta terça-feira a possibilidade de manifestações durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que será realizada entre os dias 23 e 28 de julho. Durante entrevista coletiva que apresentou o plano operacional da cidade para o evento, Paes disse que o Papa Francisco não tem culpa dos problemas vividos pelos brasileiros.

Paes diz que visita do Papa é um orgulho para todos os cariocasPaulo Alvadia / Agência O Dia

"Vivemos numa democracia. As pessoas têm direito de se manifestar. O que eu acho é que o Papa não tem nada a ver com os pecados dos políticos brasileiros, a não ser perdoá-los. Não sei se o Papa tem culpa dos eventuais pecados dos governantes, de os deputados não trabalharem todos os dias e dos 20 centavos. O Pontífice é a representação de fé, de um valor cristão, e que deve nos unir. O que os políticos brasileiros podem fazer é se confessar com o Papa", disse o prefeito.

Quatro dias de feriados

Durante a entrevista, o prefeito também explicou as datas dos feriados no município. De acordo com ele, será decretado feriado na próxima terça-feira (23), a partir das 16h, além de quinta (25) e sexta (26), integralmente. Na segunda-feira (29), também será feriado até o meio-dia.

Neste dias, contudo, comércios de rua, restaurantes, centros comerciais, shoppings, galerias, pontos turísticos e estabelecimentos culturais funcionam normalmente. Diversos órgãos municipais também não terão a rotina alterada.

A visita do Papa Francisco vai alterar o trânsito na cidade por conta do bloqueio de muitas vias. A expectativa é que 10 mil ônibus venham ao Rio para acompanhar a Jornada. "A visita do Papa é um orgulho para todos nós cariocas. Portanto, a população tem que entender que essas restrições na circulação são por uma boa causa", disse Paes.

Ônibus precisam ser credenciados

Os ônibus que virão ao Rio vão precisar de credenciamento, que deve ser realizado em pontos estratégicos. Os veículos serão adesivados e os motoristas vão receber instruções e um roteiro de como chegar até a paróquia indicada. Além disso, os adesivos colocados nos vidros dos coletivos tem como objetivo diferenciar acessos aos locais interditados.

"Nestas áreas os motoristas serão orientados sobre como circular na cidade e também sobre como chegar aos seus destinos finais", afirmou Marcos Padro, inspetor da PRF.

Ao todo, são 11 pontos de credenciamento espalhados pelas rodovias do Estado. Os quatro principais ficam na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Queimados; km 17 da Rodovia Washington Luiz, em Três Rios; BR-116, no Parada Grill, e km 294 da Rodovia BR-101, em Itaboraí. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) espera que o maior contingente de peregrinos passe por essas vias.

Outros quatro pontos avançados estarão localizados na BR-116, altura de Piraí; km 70 da BR-040, após a serra; BR-101, no Oásis Grill e Avenida Brasil, altura do BPVE. Estes locais, segundo a PRF, são pontos onde ônibus já costumam efetuar paradas e, dessa forma, terão acesso mais fácil ao credenciamento.

Os três pontos restantes - km 163 da Dutra, no Dnit, BR-040, Trevos das Missões, no Detran, e RJ-106, em Tribobó - são voltado para deslocamento interno, dentro do próprio Estado.

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