Batalhão de Choque bloqueia rua de Cabral

Manifestantes encontram-se no local

Por O Dia

Rio - A Polícia Militar bloqueou o acesso à Rua Aristídes Espínola, no Leblon, onde mora o governador Sérgio Cabral, no perímetro entre a Avenida Delfim Moreira e a Avenida General San Martin. O policialmento foi reforçado no local com 80 PMs e 13 carros do Batalhão de Choque (BPChq). Alguns policiais estão com coletes que tampam suas identificações.

Policiais militares do Batalhão de Choque bloquearam a rua onde mora o governador Sérgio CabralReprodução Internet


PM dispersa manifestantes no último ato na rua do governador

No último dia 4, seis pessoas foram detidas e quatro policiais ficaram feridos durante uma ação da Polícia Militar para dispersar mais uma manifestação contra o governo, na esquina da Avenida Delfim Moreira com a Rua Aristides Espindola, no trecho onde mora o governador do Rio, Sérgio Cabral.

A via foi interditada e PMs isolaram o local. A corporação afirma que agiu quando pedras foram jogadas contra prédios e PMs. Ativistas negaram a acusação e criticaram a ação violenta da polícia.

O caso aconteceu dois dias depois de integrantes do movimento Ocupa Cabral, que estavam acampados há 10 dias na esquina do prédio do governador, terem sido expulsos por policiais do 23º BPM (Leblon), cerca de 400 pessoas, entre estudantes, ativistas de vários movimentos sociais, trabalhadores e críticos do governo de Sérgio Cabral voltaram ao local com faixas e cartazes. Eles gritaram palavras de ordem contra o governador e cobraram mais transparência nas contas do estado.

PMs atacam os ativistas Diego Assis / Agência O Dia

Além de PMs do batalhão da área, a segurança foi reforçada por homens do Batalhão de Choque. A Avenida Delfim Moreira chegou a ser fechada nos dois sentidos, assim como a Avenida Niemeyer, no sentido Leblon. De acordo com os policiais, por volta das 22h40 um dos manifestantes jogou uma pedra contra o cordão de isolamento. Outras teriam sido atiradas e atingiram prédios da Rua Aristides Espíndola, o que teria motivado a reação do Batalhão de Choque.

Com balas de borracha, bombas de efeito moral, spray de pimenta e gás lacrimogênio, os militares conseguiram dispersar a multidão pelas ruas do Leblon. Houve tumulto e correria pela orla e ruas do bairro. Moradores ficaram assustados. A estudante da PUC, Luiza Dreyer, de 22 anos, porta-voz do movimento Ocupa Cabral, negou a agressão aos policiais e disse que a ação dos PMs foi truculenta.

A estudante de Ciências Ambientais da Uni-Rio, Mariana Cordeiro de Farias Vergueiro, de 20 anos, contou que enquanto os manifestantes eram dispersados PMs do Batalhão de Choque atiravam a esmo, inclusive em pessoas que passavam pelo calçadão ou tentavam se refugiar da confusão na areia da praia.

O tenente Tiago Batista Guimarães, o cabo Ricardo Florêncio Ferreira e os sargentos Joge Xavier e Marcos Leandro Alves Aguiar ficaram feridos por pedradas, sendo dois deles na cabeça. Eles foram levados para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, e depois prestaram depoimento na delegacia.

Policiais militares do Batalhão de Choque bloquearam a rua onde mora o governador Sérgio Cabral



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