Por thiago.antunes

Rio - O delegado Jardiel Santos de Melo, que acusa o subchefe de Polícia Civil, Sérgio Caldas, de intervir na liberação do local de shows do Viradão Carioca, em abril, em Nova Iguaçu, denunciou nesta sexta-feira o caso ao Ministério Público e à Delegacia de Delegacia de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco). O Aeroclube havia sido interditado por falta de estrutura e segurança, mas foi liberado e, durante uma festa, um menor de idade morreu após uma briga.

No MP, a denúncia pode virar um inquérito civil ou uma ação civil pública, com investigação de improbidade administrativa. Na Draco, o subchefe pode ser indiciado por prevaricação. Já a Corregedoria Geral Unificada (CGU) determinou a intimação de Caldas e Jardiel para esclarecimentos.

A representação foi enviada à CGU em 25 de abril. Nela, Jardiel, na época assistente da 52ª DP (Nova Iguaçu), diz ter interditado o Aeroclube no dia 12 de abril. Poucas horas depois, o espaço foi liberado pelo delegado da 58ª DP (Posse). Na ocasião, primeira noite de shows, o subchefe teria ligado para o delegado cobrando explicações sobre a interdição, conforme O DIA mostrou com exclusividade na quinta-feira.

Jardiel ainda afirma ter recebido, no fim da noite, uma ligação de uma assistente de Caldas avisando que o “probleminha” estava resolvido. Na noite do dia 14, Wellington Braz, 17, foi espancado até a morte. Segundo testemunhas, não havia segurança. Oficiais da PM e dos Bombeiros que não se oposuram à festa devem ser ouvidos.

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