Por bianca.lobianco

Rio - O Largo do Machado, na Zona Sul, se tornou palco de focos de manifestações com diversas pautas, inclusive de fé, na tarde desta segunda-feira. Várias pessoas com bandeiras de partidos políticos, peregrinos, integrantes do movimento LGBT e artistas de rua estão reunidos para vários atos, que ocorrem simultaneamente. Por volta das 17h está previsto um beijaço gay, organizado pelo estudante de direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), João Pedro Teixeira, de 19 anos.

O organizador do evento faz parte do setorial LGBT do Psol e também é integrante do coletivo Colorir da Uerj. Criador do ato beijaço gay há cerca de quatro meses, João Pedro conta que a ideia de promover o ato veio em decorrência de uma declaração do papa Bento XVI - antecessor de Francisco - que disse que o casamento entre pessoas do mesmo sexo era uma ameaça ao futuro da humanidade.

Diversas pessoas se reúnem no Largo do Machado para beijaço gay e outras pautasPaloma Savedra / Agência O Dia

"Independente do papa ser outro, a posição política deles é a mesma. Ele representa uma instituição política religiosa que é contra as nossas reivindicações. Muitos desses valores religiosos fundamentam leis que regem a sociedade. A gente quer chamar a atenção das pessoas. Será que no século XXI faz sentido sermos diferenciados pela nossa orentação sexual?", questiona o estudante. 

Segundo ele, após o beijaço gay, ao ato se juntará à outros de centrais sindicais, movimentos feministas e manifestantes individuais. João Pedro afirma que não haverá um protesto convencional, pois há muitas pautas para serem reivindicadas.  

O peregrino Tiago Costa, de 31 anos, que é bombeiro do estado de Goiás, falou sobre a diversidade política e cultural no Largo do Machado. Ele afirma que apoia a manifestação de qualquer natureza, pois a Igreja o ensinou a amar as pessoas independente de suas escolhas.

"Indepentende das ideologias, o catolicismo prega o amor e respeito às pessoas. Eu respeito, porém, a nossa orientação contradiz com algumas questões assim colocadas", disse o rapaz em referência aos movimentos em defesa dos direitos homoafetivos.

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