Por bianca.lobianco

Rio - O comandante da PM, coronel Erir Ribeiro, foi enfático ao pedir para que o coordenador do grupo do AfroReggae, José Júnior, reconsiderasse a decisão de finalizar as atividades da ONG no Complexo do Alemão, na Zona Norte, durante reunião realizada nesta segunda-feira. O local foi alvo de represálias do tráfico, na última quinta.

"No dia em que precisar de polícia para ficar na favela, desisto do trabalho. O AfroReggae sempre trabalhou com mediação", disse o coronel Erir Ribeiro.

Polícia vai investigar represálias do tráfico nas sedes do AfroReggaeCarlos Moraes / Agência O Dia








A Polícia Civil também vai investigar o corte de energia da sede do Afroreggae, no bairro Jardim Nova Era, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O local também foi alvo de represálias de traficantes, segundo José Júnior.

Durante depoimento, na tarde de segunda-feira, José Júnior contou que os cabos foram cortados na madrugada da última quinta-feira. Ele acrescenta que o objetivo dos traficantes era invadir o local, pois sem energia as câmeras de segurança parariam de funcionar.

O delegado Márcio Mendonça, titular da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), instaurou inquérito para apurar as denúncias de ameaça contra o AfroReggae nas comunidades.

De acordo com José Júnior, no sábado, o grupo foi expulso do conjunto de favelas da Zona Norte por ordem de traficantes. 

Nesta terça-feira, o prefeito Eduardo Paes irá se reunir com José Júnior na sede da prefeitura para discutir sobre a administração do Centro Comunitário local, que está com suas atividades paralisadas desde a semana passada. 


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