Por thiago.antunes

Rio - O pastor Marcos Silva, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, vai ser chamado a depor na Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), que abriu inquérito sábado para apurar a expulsão do AfroReggae do Complexo do Alemão semana passada. O coordenador do AfroReggae, José Junior, acusa o religioso de estar por trás da ordem e de ter mandado criminosos atearem fogo na sede da ONG semana passada. Há 12 anos no Alemão, o núcleo foi fechado. O advogado do pastor nega as acusações.

“Há fatos concretos acontecendo contra o AfroReggae desde que o Junior fez denúncias contra o pastor. Temos várias informações que demonstram a ligação dele com o crime organizado”, disse o delegado-titular da Dcod, Marcio Mendonça.

José Junior também esteve nesta segunda com o comandante-geral da PM Severino Silva / Agência O Dia

Nesta segunda-feira, Junior prestou depoimento na especializada e revelou que a unidade da ONG em Nova Iguaçu também foi atacada. Junior contou que recebeu três ligações de pessoas relatando ameaças. “Disseram que se voltarmos ao Alemão, vão explodir tudo. Arrancaram a fiação da unidade em Nova Iguaçu na madrugada de quinta”, disse.

Essas duas unidades ficam em área do Comando Vermelho. “É a facção com quem o pastor Marcos tem ligações. Quem deu a ordem será responsabilizado”, garantiu Mendonça.

Junior também esteve ontem com o comandante-geral da PM, coronel Erir Ribeiro Filho. “Ele pediu que eu reabrisse o núcleo e nos ofereceu proteção. Mas o dia que eu precisar de polícia para trabalhar na favela acabou o AfroReggae”, opinou Junior.

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