Por tamyres.matos

Rio - Em reunião com 20 deputados estaduais, Sérgio Cabral assumiu a responsabilidade por problemas na coordenação política de seu governo. Admitiu que, embalado pela reeleição no primeiro turno, ficou distante de sua base.

Abalado pela queda de sua popularidade, o governador se comprometeu a ouvir as reivindicações dos deputados, de atender mais às suas demandas. À noite, Cabral teve um outro encontro, desta vez com a bancada e os dois secretários do PT. Dois deputados, Robson Leite e Nilton Salomão, decidiram não participar da conversa.

Poder parlamentar

As reuniões mostram que deputados terão mais poder no governo. Novo homem forte de Cabral na Assembleia Legislativa, o ex-dissidente Domingos Brazão diz defender uma “política distrital”, com maior participação de parlamentares nas decisões.

Valores

Já o deputado Marcelo Freixo (Psol) ironizou a escolha de Brazão para liderar o PMDB e presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). “É uma questão de valores. O governo precisa de maioria a qualquer preço”, disse.

Reações à escolha de Brazão

A escolha de Brazão, que chegou a ter seu mandato cassado por abuso de poder econômico (a decisão foi anulada pelo TSE), rende muitas discussões na Alerj. Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) avisou que vai passar a obstruir sessões da CCJ, como o futuro líder do PMDB costumava fazer.

Alguns deputados afirmam que a decisão de Cabral contraria o espírito das manifestações de rua. Outros, da base aliada, dizem que não é justo premiar quem tantos problemas causou ao governo.

Você pode gostar