Homem é linchado após atropelar e matar criança de 5 anos na Ilha

Moradores atearam fogo no motorista depois do atropelamento. A mãe de Mateus Teixeira também foi atingida

Por O Dia

Rio - Antonio Pereira dos Santos de, 33 anos, atropelou mãe e filho na Estrada do Galeão, na Ilha do Governador, por volta das 19h de sábado, quando fugia de um acidente de carro em que se envolvera momentos antes na Estrada das Canárias, no mesmo bairro. Ele dirigia um Astra quando atingiu a balconista Fabiana Cristina Fonseca Teixeira, 30, e seu filho, Mateus Teixeira Canalonga, de apenas 5 anos, que morreu no acidente. Moradores que presenciaram a tragédia tentaram linchar o motorista, ateando fogo em seu corpo.

Antonio foi preso em flagrante por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), lesão corporal culposa e fuga de local de acidente de trânsito. Devido ao grave estado de saúde do motorista, não foi feito teste do bafômetro. Ele foi encaminhado, sob custódia da polícia, ao hospital particular Santa Maria Madalena, em estado grave. A unidade não informou seu estado de saúde. Familiares não quiseram falar com a imprensa.

‘A vida perdeu o sentido’%2C lamenta Fabiana%2C que perdeu o filho Mateus. O menino faria 6 anos em setembroMárcio Mercante / Agência O Dia

Fabiana, que teve ferimentos leves, foi para a casa de parentes, em Cascadura, Zona Norte da cidade. Abalada, diz que estava com o filho e amigos na calçada quando aconteceu o acidente. Ela contou que eles iriam para uma festa de aniversário.

“Eu só vi meu menino voando por cima do carro e caindo no chão. Quando o peguei no colo para pedir socorro, ele já estava sangrando muito. Ele ia fazer seis anos em setembro, mas agora o sonho de vê-lo crescer acabou. A vida perdeu o sentido”, desabafou. O caso está sendo investigado pela 37ª DP (Ilha do Governador).

Sonho de Mateus era visitar o Cristo

O corpo do menino Mateus Teixeira Canalonga será velado hoje, às 11h, no Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador. Segundo sua mãe, Fabiana Teixeira, ele tinha o sonho de um dia visitar o Cristo Redentor.

“Ele era um menino muito levado, arteiro. Gostava muito de brincar, andar de skate e ouvir música”, lembrou. “Eu tinha acabado de dar um aparelho portátil de rádio AM/FM de presente para ele. Ele estava ouvindo música na hora em que fomos atropelados”, contou.

Últimas de Rio De Janeiro