PM é investigado por morte de jovem em blitz

Pai de vítima acusa policial do 9º BPM de forjar auto de resistência em rua de Colégio

Por O Dia

Rio - Um policial militar do 9º BPM (Rocha Miranda) foi autuado por homicídio acusado de disparar contra Vitor Moura dos Santos, 19 anos, morador de Colégio, na última segunda-feira. A informação é da 29ª DP (Madureira). O rapaz saiu de casa, na Rua Iberacoá, às 17h05, para entregar uma moto Bis que pegara emprestada com um amigo. Mas, a 300 metros dali, foi morto após ser abordado por um grupo de quatro policiais.

Pai de Vitor, o motorista Diógenes Alves dos Santos, 50 anos, acredita que a polícia forjou um auto de resistência. Segundo a assessoria da PM, o caso está sendo apurado pelo comando do 9º BPM.

Diógenes%2C com a foto do filho%3A ‘Foi uma covardia. A família está abalada’Carlo Wrede / Agência O Dia

“Os moradores que testemunharam tudo ficaram inconformados. Quatro policiais abordaram meu filho, mas ele não parou, porque estava sem os documentos. Aí, deram um tiro na perna dele, pelo que nos relataram. Depois, dois PMs saíram do local e voltaram com uma mochila velha. Armaram o flagrante. Falaram que meu filho carregava arma e droga. Depois, o mataram”, afirma Diógenes.

Vitor foi levado para o Hospital Carlos Chagas. Diógenes só descobriu que o filho estava morto na quarta-feira. Até então, ele era considerado desaparecido. O caso foi encaminhado à 40ª DP (Honório Gurgel), que dará continuidade às investigações.

Vitor teria sido confundido com marginal

Um garoto caseiro, sempre atencioso com a família, que gostava de pagode e de funk. Assim Diógenes Alves dos Santos define a personalidade do filho. Segundo ele, testemunhas contaram que os policiais teriam confundido Vitor com um criminoso conhecido como Pará, da favela Jorge Turco, de Rocha Miranda.

“Esses policiais confundiram meu filho. Eles também intimidaram todo o mundo que estava na rua. Depois do assassinato, ainda deram vários tiros para o alto. Foi uma covardia. A família toda está muito abalada”, diz Diógenes, que havia presenteado Vitor com uma moto. “Mas eu a prendi com um cadeado, porque ele perdeu os documentos”, disse.

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