Por nara.boechat

Rio - As lições da tragédia na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), que deixou 242 mortes em janeiro, parecem já terem sido esquecidas pelas autoridades. O incêndio que destruiu dois estabelecimentos e atingiu outros três na Feira de São Cristóvão, por volta das 22h de domingo, só não feriu ninguém por sorte. O espaço, com 700 barracas e 34 mil metros quadrados, conta apenas com quatro bombeiros civis na brigada de incêndio, que não conseguiram conter o início das chamas com extintores e hidrantes.

Incêndio destruiu alguns estabelecimentos na Feira de São CristóvãoOsvaldo Praddo / Agência O Dia

“Eles (os brigadistas) estavam atônitos e não tiveram nenhum sucesso, o que poderia causar uma desgraça, pois há muito material inflamável e botijões de gás aqui”, disse o tenente-coronel Luiz Eduardo Firmino, logo após o fogo ter sido controlado. Bombeiros foram acionados e conseguiram apagar as chamas após uma hora de combate.

No início da noite de ontem, a Defesa Civil amenizou o ocorrido garantindo que a feira cumpre todas as normas contra incêndio e pânico. O órgão informou ainda que não há qualquer risco de interdição.

“Graças a Deus, era domingo, quando o movimento é pequeno a essa hora. Se fosse sexta ou sábado, ia morrer gente pisoteada, eu vi muita gente correndo”, alertou Gustavo Almeida, 30, que trabalha em uma loja de roupas.

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