Por cadu.bruno

Rio - Novo comandante da Polícia Militar, o coronel José Luís Castro Menezes comentou nesta quarta-feira a presença de criminosos em áreas atendidas pro Unidades de Polícia Pacificadora. De acordo com ele, o policiamento de proximidade com moradores das comunidades vai ser mantido.

"Não podemos mudar uma realidade de anos de uma hora para a outra. Vamos continuar mostrando para a população que estamos lá para proporcionar segurança. Não somos inimigos das pessoas. Se por acaso houver resistência de marginais a PM vai continuar agindo de maneira enérgica", disse Castro, ao RJTV. O comandante deve anunciar na tarde desta quarta o nome do novo comandante da Coordenadoria de Polícia Pacificadora.

Coronel José Luís Castro Menezes substitui Erir Ribeiro no comando da PMEstefan Radovicz / Agência O Dia

A Polícia Militar tem sido criticada por uso excessivo de força durante protestos dos últimos meses. Luís Castro ressaltou a queda no número de incidentes graves nas últimas manifestações e prometeu diálogo com os manifestantes.

"O diálogo está aberto. Temos buscado a dose correta do uso da força, quando necessário, com os manifestantes. Nos últimos eventos não houve nenhum tipo de incidente grave e isso para nós já é considerado um sucesso", afirmou.

O novo comandante da PM anunciou que o coordenador de UPPs, o coronel Paulo Henrique de Moraes, será o novo chefe do Estado Maior Operacional da PM. Ele também indicou para a chefia do Estado Maior administrativo o coronel Ricardo Pacheco, diretor de ensino da corporação.

Cabral agradece colaboração de Erir Ribeiro

Em nota, o governador Sergio Cabral agradeceu a colaboração pelo 1 ano e 10 meses do coronel à frente da PM. "Quero agradecer toda a dedicação, lealdade e seriedade do Coronel Erir da Costa Filho à causa pública e ao serviço da Segurança Pública em nosso estado. Costa Filho é um exemplo de oficial".

Cabral acrescentou que “a troca de comando da PM não mudará em nada a política de pacificação no estado do Rio”. A polêmica anistia a policiais militares com punições foi a principal causa para a queda do comandante da PM.

Você pode gostar