Por nara.boechat

Rio - A família Rodriguez, proprietária da fábrica de bebidas Guaracamp, já enfrentou problemas na Justiça — a empresa é acusada de ter causado o rompimento da adutora em Campo Grande que matou uma criança e deixou 230 moradores desabrigados no dia 30. Emílio e a esposa, Lenita, são sócios e velhos conhecidos de companhias de distribuição de água: a Guaracamp teria sido flagrada realizando pelo menos dois desvios ilegais nos últimos anos.

Enxurrada deixou criança de sete anos morta em Campo Grande%2C dia 30Reprodução Internet

Em 2010, após a descoberta do ‘gato’ em uma distribuidora do grupo em Niterói, Emílio foi acusado por furto qualificado em um processo que ainda tramita no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O prejuízo para a Águas de Niterói foi de quase R$ 6 mil, segundo o processo. Condenado a dois anos e seis meses de reclusão no ano passado, o empresário recorre em liberdade.

Uma fraude semelhante o levou à prisão em 2008, quando a Cedae constatou furto de água na sede da empresa, em Campo Grande, e acionou a Polícia Civil.

Arma

Emílio recebeu os agentes com uma pistola, se refugiou no escritório, onde outras 16 armas foram encontradas, e acabou indiciado também por desacato, desobediência, resistência, ameaça e porte ilegal de armas.

O acidente do dia 30, de acordo com a delegada Tatiene Damaris, da 35ª DP (Campo Grande), pode ter sido causado por obras mal planejadas de terraplenagem da Guaracamp. A reportagem tentou contato durante dois dias com o casal, que não foi localizado em casa. O advogado de Emílio, também procurado, não retornou as ligações.

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