Por tamyres.matos

Rio - O Ministério Público do Rio ofereceu denúncia à 4ª Vara Criminal de Niterói, contra Carlos Henrique Pereira de Souza, vulgo CH ou RO, pelos crimes de roubo triplamente qualificado (uso de arma de fogo, concurso de pessoas e restrição da liberdade da vítima), estupro e corrupção de menores. A denúncia feita por intermédio da 4ª Promotoria de Investigação Penal da 2ª Central de Inquéritos (Niterói) veio junto com o pedido de prisão preventiva.

Os crimes foram cometidos em companhia de um adolescente de 17 anos, no dia 13 de março deste ano, na Rua Tiradentes, bairro do Ingá, Zona Sul de Niterói, nas proximidades da Universidade Federal Fluminense (UFF). A vítima, uma jovem universitária, foi abordada pelo acusado e pelo menor e obrigada a entrar no veículo.

Após ter seu carro, um notebook, um aparelho celular, uma aliança, um brinco de ouro e uma carteira roubados, a jovem foi obrigada, sob grave ameaça com arma de fogo, a permanecer no veículo. O acusado circulou com a vítima por diversas ruas de Icaraí, até chegar ao Morro do Cavalão. Lá, ela foi levada para um matagal ermo, onde sofreu uma série de abusos sexuais.

Na delegacia, ela reconheceu os acusados, que confessaram os crimes, quando foram presos temporariamente durante as investigações.

Segundo a Promotoria, o denunciado “atuou com enorme agressividade e violência, pois não satisfeito em subtrair os pertences da vítima, ainda desferiu-lhe uma coronhada na cabeça, causando-lhe lesões corporais, sendo certo que, mesmo após a vítima ter pedido várias vezes para morrer, o denunciado e seu comparsa continuaram com os abusos sexuais e o terror”.

Dois dias depois dos fatos, em 15 de março, “CH” foi preso em flagrante, no bairro de Icaraí, Zona Sul de Niterói, com uma arma de fogo com numeração raspada, e continua preso em razão de prisão temporária. A prisão preventiva do acusado já foi requerida, para que permaneça preso durante o processo criminal.

Para o crime de roubo triplamente qualificado, a pena prevista é de quatro a dez anos de reclusão (podendo ser aumentada de 1/3 até ½); para o crime de estupro, a pena é de seis a dez anos de reclusão (aumentada de ¼ por ter sido cometido em concurso de duas pessoas); e para o crime de corrupção de menores, ao envolver adolescente na ação criminosa, a pena varia de um a quatro anos de reclusão.

Juntamente com a denúncia, a Promotoria pede a conversão da prisão temporária em preventiva e, com relação ao menor que participou dos crimes, requer a expedição de ofício ao Juízo da Infância e da Juventude de Niterói solicitando cópia do processo socioeducativo instaurado e seu encaminhamento à Promotoria da Infância e da Juventude do município.

Você pode gostar