Mortes em Itaguaí: Viaduto terá barreiras de contenção para veículos

Intervenções na via onde ônibus caiu terão que ser feitas no prazo de 30 dias

Por O Dia

Rio - Depois de se reunir, ontem, com a concessionária MRS Logística, responsável pela construção do viaduto, de onde um ônibus despencou na quarta-feira, provocando seis mortes e deixando 34 passageiros feridos, a Prefeitura de Itaguaí determinou que a empresa substitua a grade para pedestres e instale barreiras de contenção para veículos nas laterais da via, em 30 dias.

Segundo a prefeitura, as intervenções anunciadas já estavam previstas e seriam feitas até dezembro, mas foram antecipadas devido à tragédia. A implantação de semáforos também terá que ser feita no prazo de 30 dias.

O viaduto em Itaguaí%2C onde ônibus despencou provocando sete mortes%2C terá equipamentos de proteçãoSeverino Silva / Agência O Dia

Na quinta-feira, o Crea-RJ fez uma vistoria no local e criticou o projeto, apontando falhas como a falta de barreiras de contenção. Além disso, questionou os ângulo de subida e descida do viaduto, que dificultariam a visibilidade de motoristas. A MRS se defendou, informando que as obras obedeceram normas técnicas. Afirmou ainda que o viaduto foi concebido para baixa velocidade (50 km/h).

Responsável pelas investigações, a 50ª DP(Itaguaí) informou que 19 pessoas já foram ouvidas e que aguarda o resultado da perícia. Dos feridos no acidentes, 12 ainda estão internados em unidades das redes estadual e municipais de Itaguaí e do Rio, e em uma clínica particular de Niterói. Dois passageiros estão em estado grave: Regina Célia, que está no Hospital Pedro II, em Santa Cruz, depois de passar por cirurgia neurológica, e sua filha Júlia Barbosa, 18, que sofreu traumatismo craniano. As duas estão no CTI do hospital. O Pedro II ainda tem duas vítimas internadas sem gravidade.

Outras seis pessoas estão sendo tratadas no Hospital São Francisco Xavier, em Itaguaí. Segundo a unidade, todos os pacientes estão com quadro estável. Ainda há uma vítima no Hospital Adão Pereira Nunes, em Caxias, e outra no Hospital São Sebastião, em Niterói.

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