Por adriano.araujo

Rio - A SuperVia registrou no final da madrugada desta sexta-feira o furto de cabos próximo à Estação Bangu, do Ramal Santa Cruz. De acordo com a concessionária, 60 metros de cabos da sinalização foram roubados.

Ainda segundo a SuperVia, só este ano já foram furtados mais de nove mil metros de cabos do sistema ferroviário. As ocorrências impactam na circulação dos trens e que podem gerar atrasos, perda de comunicação entre o Centro de Comando e o sistema de sinalização da via férrea, além de causar falhas no sistema de sonorização das estações.

Todos os casos têm sido registrados nas delegacias distritais ou na Delegacia de Defesa de Serviços Delegados (DDSD) para apurações.

Passageiros da SuperVia enfrentaram problemas na manhã desta quinta-feiraSeverino Silva / Agência O Dia

SuperVia aponta depredação como possível causa do caos desta quinta-feira

?O problema que causou a queda da rede aérea entre as estações de Oswaldo Cruz e Engenho de Dentro pode ter sido causado por depredação, segundo informou, em nota, a SuperVia. De acordo com a concessionária, nos últimos dias, foram registrados casos como tiros disparados na direção da rede aérea, depredação de janelas, arremesso de pedras, bastões e outros objetos contra os para-brisas das composições ou em direção à ferrovia, e furto de cabos elétricos.

Seis composições foram danificadas após passageiros furiosos com a situação, na manhã desta quinta-feira, terem ocupado as linhas de trem e arremessado paus e pedras nos veículos, entre eles, um trem chinês, o modelo mais novo da frota.

A concessionária acrescentou que o fato de um trem ter circulado, mesmo lentamente, pela linha férrea foi inadmissível e afirmou que isso não deve acontecer. "Pela primeira vez nos defrontamos com a situação em que um maquinista, intimidado e ameaçado por minorias radicais armadas de paus e pedras, não parou o trem, certamente para proteger os passageiros. Isso nos obriga a reforçar os treinamentos dos nossos integrantes, inclusive para também melhorar o atendimento aos passageiros em situações de emergência como a de hoje", garantiu em nota. As seis composições foram encaminhadas para a oficina.

O problema interrompeu a viagem de três composições, duas que seguiam de Santa Cruz para a Central do Brasil e uma que seguia de Japeri para a Central, ao passarem pelas estações Engenho de Dentro e Oswaldo Cruz, na Zona Norte.

Passageiros da SuperVia enfrentaram problemas na manhã desta quinta-feiraSeverino Silva / Agência O Dia

Na estação de Oswaldo Cruz alguns passageiros, revoltados, ocuparam as linhas para tentar interromper a circulação e arremessaram pedras e pedaços de madeira nos trens. A SuperVia acionou o Grupamento de Polícia Ferroviária e os batalhões da área para tomarem as providências necessárias. Por medida de segurança, algumas estações ficaram fechadas entre 8h e 8h40.

Com ajuda dos agentes da concessionária, passageiros desembarcaram na via e caminharam até a plataforma da estação, de onde seguiram viagem em outros trens. A concessionária forneceu vale-viagem aos clientes que não puderam realizar o trajeto durante este período.

A Agetransp abriu boletim de ocorrência e enviou fiscalização para apurar incidentes ocorridos na manhã desta quinta-feira. Nas duas estações houve problemas com pantógrafos - na Estação Engenho de Dentro às 6h15 e em Oswaldo Cruz às 6h25 – provocando atrasos na circulação dos trens.

O gerente da Câmara de Transportes da Agência, José Luiz Lopes, esteve no Centro de Controle Operacional da concessionária para pedir esclarecimentos. A Agetransp permanece monitorando a operação do tráfego ferroviário e fiscais da Agência continuam no local fazendo levantamento técnico para elaboração de relatório.

Por volta das 12h desta quinta-feira, a circulação nos ramais Santa Cruz, Japeri e Deodoro foi normalizada.

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