Por thiago.antunes

Rio - Policiais da 56ª DP (Comendador Soares), com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Departamento Geral de Polícia da Baixada (DGPB), prenderam integrantes de uma quadrilha acusada de ter participado do homicídio do jogador de futebol, Gabriel de Oliveira Domingos, 18 anos, que atuava pelo juniores do Fluminense. A ação ocorreu no Parque São Francisco, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Gabriel estava desparecido desde maio. 

Douglas Ventura da Conceição, conhecido como Zero Um, 22 anos, Marcelo Dino Silva, conhecido como Astronauta ou Açougueiro, 25 anos, Adrieliton Jesus do Rosário, 33 anos, foram presos e dois menores, um de 15 e outro de 17 anos foram apreendidos. Foram apreendidos radiotransmissores, uma pistola calibre 9 mm, munições para fuzil e entorpecentes.

Acusados foram apresentados em delegaciaDivulgação

Segundo investigações, Gabriel teria sido morto por determinação de Alex Sacramento Lopes, conhecido como Lico, 32 anos, apontado como chefe do tráfico, por ter ido à comunidade com seu irmão, menor de idade, em um carro roubado. Alex, que tinha um mandado de prisão pelo homicídio do jogador, foi preso em flagrante pela PM por tentativa de homicídio, no dia 29 de agosto. O irmão do jogador foi apreendido pelo roubo do veículo.

Douglas e Marcelo foram presos em cumprimento a um mandado de prisão preventiva por homicídio qualificado e destruição de cadáver. Adrieliton foi preso por tráfico, associação para o tráfico, posse ilegal de arma de uso restrito e corrupção de menores

Mãe: "Não tenho esperança de que ele esteja vivo"

À época das investigações, Simone de Oliveira Domingos, mãe do volante não tem mais esperanças de que seu filho estivesse vivo. O jovem saiu de casa, no bairro Km 32, em Nova Iguaçu, às 3h30 do dia 16 de maio, depois de beber cerveja com amigos, e não voltou para casa.

Gabriel Costa estava desaparecido desde maioReprodução Internet

Segundo ela, Gabriel nunca deixou de dar notícias. “Não acredito que meu filho possa estar vivo. Ele nunca saiu de casa sem avisar para onde ia. Não tinha esse hábito”, afirmou Simone.

Ela contou que Gabriel chegou em casa com o uniforme do Fluminense e disse que ia se divertir. “Em seguida, ele pegou a chave do carro de um amigo e saiu sozinho”, lembrou Simone, que registrou o desaparecimento na 56ª DP (Nova Iguaçu).

Segundo Simone, o filho não tinha inimigos e, quando dormia fora de casa, voltava no dia seguinte de manhã. O atleta costumava frequentar uma casa de espetáculos em Campo Grande. “Ele não tinha rixa com ninguém e ia a esse pagode. Tinha o sonho de jogar pelo time principal do Fluminense”, desabafou.

O volante tem contrato com o clube até 2014. No perfil de Gabriel do Facebook, um colega pediu o apoio aos contatos dos rapaz. “Vamos ter positividade sobre a situação e ter fé”, escreveu.

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