Rio - Informar para mudar. Com a sua segunda edição da Parada do Orgulho Gay, realizada neste domingo, a Maré vem se firmando como um polo de transformações. Muito além da festa que envolveu o desfile, a organização do evento promoveu um dia dedicado a uma feira de saúde e debates. O objetivo é levar serviços e oportunidades ao público.
Organizado pela ONG Conexão G, o evento teve, entre diversas temáticas, a incidência de Aids na população e o combate à homofobia. O dia de serviços começou às 10h, e também contou com apresentações culturais, falas de líderes e feira de saúde — que englobou assuntos para o público em geral, como tuberculose, amamentação e higiene bucal.
“A parada é celebração, mas também um ato político. Muitos eventos desses viraram carnaval. Nosso conceito é outro. Queremos que a população reflita sobre nossos direitos, para combatermos homofobia, entre outros problemas”, disse Gilmar Cunha, coordenador do Conexão G.
A concentração para o desfile começou às 18h. Transexual, a cabeleireira Andrea Lemos, 27, saiu de Niterói para o evento: “A parada não é só carnaval, como a maioria. Achei legal o conceito daqui, porque muitos perderam o foco. Temos que combater a homofobia.”
A ONG Promundo, que trabalha com promoção da equidade de gênero, entrevistou o público LGBT: “Eles disseram que são bem atendidos nos hospitais, mas pedem mais paciência”, disse a voluntária Maria Barros.