Por thiago.antunes

Rio - Um israelense acusado de participar da quadrilha desarticulada pela polícia durante a operação Black Ops, foi preso na semana passada na Bulgária por agentes da Interpol. Ele estava foragido desde 2011, quando a ação foi desencadeada, e era procurado pela Polícia Federal (PF), que repassou informações sobre o suspeito. O Juízo da 3ª Vara Criminial já havia decretado prisão preventiva contra o israelense. 

Na Black Ops, 16 pessoas foram presas, as três últimas em 2012. Os acusados respondem pelos crimes contra a ordem tributária e economia popular, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha. De acordo com a PF, 31 pessoas são suspeitas de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis e de usarem principalmente carros de luxo para lavar dinheiro do bando, incluindo dois integrantes da máfia israelense já presos.

A venda dos carros envolveu até músicos e jogadores de futebol que compraram os veículos — casos dos cantores Belo e Latino, e os atletas Diguinho (Fluminense), Emerson (Corinthians) e Kleberson (Flamengo). 

Na ocasião, a operação mobilizou Receita Federal e a PF em 14 estados. O braço-forte da quadrilha era o Rio.

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