Por tamyres.matos

Rio - Por trás da revenda de produtos apreendidos de comerciantes do Camelódromo da Rua Uruguaiana, denunciada na edição de sábado do DIA, existe outra irregularidade. Segundo a Secretaria de Ordem Pública (Seop, que administra os depósitos para onde as mercadorias são levadas), José Carlos Marques e Carlos Alberto de Oliveira, flagrados negociando as mercadorias confiscadas a preços irrisórios, trabalham para o Comitê dos Funcionários da Embratel, instituição integrada ao Programa de Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida, que havia recebido a carga legalmente, por doação da Seop.

As doações são feitas sempre que o prazo de três dias (concedido para que os comerciantes resgatem seus produtos, apresentando nota fiscal) é excedido. A Seop informou ter descredenciado o Comitê da lista de entidades beneficiadas, já que permitiu a revenda dos produtos por funcionários, prática considerada inaceitável. Procurada, a entidade não se pronunciou sobre o caso.

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