Por thiago.antunes

Rio - Contratados pela União para trabalhar no Programa Mais Médicos, 60 profissionais, todos brasileiros, começaram a trabalhar ontem no Rio. Os médicos atuarão em 13 municípios do estado, sendo que 16 deles na capital, 13 em Duque de Caxias e os outros 31 espalhados por outras 11 cidades do interior e Região Metropolitana.

O programa do governo federal foi lançado ontem no Rio e passou ao largo da polêmica em torno dos 400 médicos cubanos contratados para trabalhar em 701 cidades do país. O secretário do Ministério da Saúde Mozart Sales participou da recepção desses primeiros 60 médicos e admitiu que o número ainda é insuficiente. Porém, afirmou que o importante é ter cada vez mais brasileiros atendidos pelo sistema público e saúde.

“Se a gente observar que cada médico deverá atender num período de três anos cerca de três mil pessoas, serão, só na cidade do Rio, mais de 60 mil cariocas assistidos, inseridos num programa de assistência. Este número é significativo”, garantiu Sales.

O médico Rafael Dutra começou a trabalhar em Realengo%3A motivadoEstefan Radovicz / Agência O Dia

No Rio, nesta primeira etapa, apenas brasileiros foram contratados. Se nas próximas houver cidades com carência de mais médicos e sem profissionais dispostos a trabalhar por lá, serão chamados, então, os estrangeiros. Os profissionais que iniciaram trabalho ontem na Clínica da Família Nilo Aguiar, em Realengo, estavam exultantes com a oportunidade.

“Tenho apenas dois anos de formado e ainda não havia feito residência. Será uma experiência e tanto para mim poder trabalhar diretamente com tanta gente que precisa”, disse o médico Rafael Dutra.

Cubana pede para sair

A Prefeitura de Itaboraí promete investigar os motivos que levaram uma médica cubana e o filho dela, brasileiro, a pedirem demissão, sexta-feira, do Hospital Municipal Desembargador Leal Junior. De acordo com Ibsen Correa Guerra, ele e a mãe, Candelaria Sanchez, que trabalhavam há um ano como pediatras na unidade, pediram exoneração por não concordarem com a remoção de criança do local.

Porém, no mesmo dia, o quarto onde os médicos descansariam do plantão apareceu pichado com a palavra ‘Fora’. Apesar de descartar xenofobia e alegar ‘coincidência’, a Secretaria Municipal de Saúde abrirá sindicância para apurar o episódio.

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