Por tamyres.matos

Rio - Famílias que vivem dentro do Jardim Botânico do Rio poderão ser reassentadas em um terreno próximo dali, no Horto Florestal. Decreto do prefeito Eduardo Paes publicado, ontem, no Diário Oficial do Município desapropriou, para fins de interesse social, o imóvel ocupado pela empresa Alsco Toalheiro Brasil, na Rua Marquês de Sabará, 59, no mesmo bairro.

A medida pode ser uma solução à vista para o conflito entre os moradores da área e o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico. Em maio deste ano, o Ministério do Meio Ambiente determinou a retirada de 520 famílias que moram dentro dos limites do parque, inclusive residências de classe média alta.

Ex-morador do lugar, o deputado Edson Santos (PT-RJ) comemorou a decisão do prefeito. “É uma vitória para o Horto, que agora conta com a possibilidade de reassentamento em área próxima dos moradores em situação de risco, mantendo seu convívio na comunidade”, comentou. A assessoria do prefeito afirmou que a medida é uma tentativa de resolver o impasse. Mas adiantou que ainda não há um projeto definido para essa transferência.

Disputa já se arrasta há 30 anos

A batalha judicial teve início em 1983, quando o antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal tentou remover os moradores do local para expandir sua área de visitação. A comunidade, formada por funcionários e descendentes de ex-funcionários que estão na região há 200 anos, resistiu e o conflito foi parar nos tribunais. Em maio, o Governo apresentou proposta de demarcação do parque em área de 132,5 hectares, englobando a comunidade.

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