Por thiago.antunes

Rio - Paulo Melo vai se candidatar à reeleição de deputado estadual ano que vem. Em 2015, quer de novo ser presidente da Alerj, cargo que ocupa desde fevereiro de 2011, quando foi eleito com os votos de 66 dos 70 ocupantes da Alerj — em fevereiro deste ano, foi reeleito com 53 votos. Estava em curso uma operação para colocar o parlamentar no Tribunal de Contas do Estado (TCE), na vaga de Aluisio Gama, que sairia em 2014 para se candidatar a governador pelo PSC — sua aposentadoria compulsória, aos 70 anos, seria em 2015, mas ele poderia sair um ano antes.

Agora, a bolsa de apostas vira para o lado de Wilson Carlos, que teria o aval do governador Sérgio Cabral para a vaga no TCE. Noves fora, nada, considerando que muito dificilmente Paulo Melo não será reeleito deputado, cumpro o doloroso dever de informar que vai começar tudo de novo na eterna disputa com o agora aliado de Cabral, Domingos Brazão (PMDB), pela Presidência da Casa, em 2015. Aliás, o "agora aliado", não, o agora poderoso Domingos Brazão, líder do PMDB na Alerj e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Paulo Melo e Domingos Brazão devem disputar a Presidência da Alerj de novoCarlo Wrede / Agência O Dia

Aliás

A diferença entre as votações de Paulo Melo é justamente 13, número de integrantes do grupo que Brazão liderava há pouquíssimo tempo na Alerj para infernizar a base aliada e ameaçar criar um novo partido para enlouquecer ainda mais Cabral.

Toma 1

Ânimos à flor da pele com essa confusão em torno da deputada Janira Rocha (Psol), que está sob suspeita de quebra de decoro. “A Cidinha Campos precisa agradar a seu chefe. Mas isso está no jogo político. Não esperava nada diferente”, diz o deputado Marcelo Freixo (Psol)

Toma 2

“Triste é alguém ter dono, e a dona do Freixo e do Psol no Rio é a Janira”, devolve Cidinha. Janira está sob ameaça de perder o mandato pela prática da ‘cotização’, que é obrigar o funcionário a devolver parte do salário. Coisa que, como sabemos, ela não inventou

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