PM usa truculência para impedir manifestantes de bloquear via

Policiais usaram armas de choque e cassetetes contra ativistas no Centro

Por O Dia

Rio - Policiais militares impediram, de forma truculenta, que ativistas bloqueassem a Avenida Presidente Antônio Carlos, no Centro do Rio, após protesto de cerca de 150 manifestantes do grupo Black Bloc e do Frente Independente Popular (FIP). Em frente ao Tribunal de Justiça, ativistas foram atingidos com golpes de cassetete e armas de choque por terem colocado máscaras. Pelo menos três pessoas foram detidas. Anteriormente, Eron Mello, que estava fantasiado de Batman, foi colocado na caçamba de uma viatura e enviado à 17ª DP (São Cristóvão). 

Neste momento, a pista lateral da Avenida Presidente Antônio Carlos está ocupada no sentido Candelária, altura da Almirante Cardoso. Os manifestantes chegaram na porta da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), onde professores estão acampados. As Ruas Primeiro de Março e da Assembleia também foram interditadas.

Pedido para que MP atue contra lei antimáscaras

O ato começou em frente ao prédio do Ministério Público, na Avenida Marechal Câmara, e pediu que o MP atue contra a lei antimáscaras nos protestos. Segundo os manifestantes, o órgão fez um acordo com o governo estadual pela aprovação da lei.

Os ativistas estenderam uma faixa em frente ao prédio com os dizeres "Fora Cabral e a farsa eleitoral". Cerca de 150 PMs revistam os presentes o que gerou um certo clima de tensão. 

"Estou sendo preso porque fui mascarado. Ninguém tem o direito de cumprir uma lei dessas, que é imoral e incostitucional", disse Eron Mello, que estava fantasiado de Batman. Eeron foi colocado na caçamba de uma viatura, o que deixou os manifestantes revoltados. Segundo os PMs, ele foi encaminhado para a 17ª DP (São Cristóvão). A estratégia de levar detidos em protestos para delegacias longe do ato não é nova e tem o objetivo de impedir que os ativistas não se manifestem nas unidades policiais, dada a distância.

Membros do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos seguiram para a 17ª DP para soltar Heron. Por volta das 18h40, os muitos ativistas colocaram máscaras e desafiaram os PMs, gritando "Ei Cabral, quero ver prender geral".

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