Polícia identifica três menores de SP responsáveis por vazamento de dados de PMs

Computadores dos adolescentes foram apreendidos e acusados que estão sendo trazidos para o Rio, onde serão periciados e analisados

Por bianca.lobianco

Rio - Três menores de 16 anos moradores do estado de São Paulo foram identificados pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) como os responsáveis pela invasão ao site da Polícia Militar, roubo e divulgação de dados de policiais militares do Rio. Os agentes da DRCI estão em São Paulo, onde os jovens foram ouvidos e autuados pelo crime. 

De acordo com o delegado Gilson Perdigão, titular da especializada, os adolescentes, todos estudantes de classe média - dois deles administradores do perfil Anoncyber & Cyb3rgh0sts – são responsáveis pelo vazamento dos dados e se conheciam apenas virtualmente. Os jovens, um morador da cidade de Assis e dois da capital, sendo do bairro Grajaú, Zona Sul de São Paulo e outro do bairro Vila Aliança, na Zona Leste, alegaram ser contra a ação da Polícia Militar do Rio durante as manifestações. Eles iniciaram uma pesquisa na internet e após várias tentativas conseguiram invadir o site e vazar as informações.

Ainda segundo o delegado, o jovem morador da Vila Aliança foi responsável pela invasão ao site. Ele criou um programa, baixou os arquivos, hospedou em um site da Nova Zelândia, para dificultar a localização do IP, e depois compartilhou o link no perfil do Anoncyber & Cyb3rgh0sts. O jovem do Grajaú usou a mesma ferramenta para baixar os dados do site, mas não chegou a disponibilizar as informações. Já o morador de Assis tentou a invasão, mas não teve sucesso.

Na ação, os policiais apreenderam os computadores dos adolescentes, que estão sendo trazidos para o Rio, onde serão periciados e analisados. Os jovens foram liberados e entregues aos responsáveis. O delegado aguarda a decisão da Justiça para que eles sejam intimados a prestar depoimento.

Os jovens foram autuados por "invasão de dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa do titular do dispositivo ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita.".

Divulgação de dados pessoais de policiais

No dia 14 deste mês, cerca de 50 mil policiais militares do Rio tiveram seus dados pessoais expostos na Internet com a ação de hackers, auto-intitulados ‘Anoncyber & Cyb3rgh0sts’. Os invasores acessaram o banco de dados da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Os dados, compilados em um arquivo de texto, foram disponibilizados para download na página dos ‘Anoncyber & Cyb3rgh0sts’, no Facebook. Nomes completos dos policiais, data de nascimento, identidade, CPF, e-mail, Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (SIGMA) e até a data em que o militar faltou ao serviço aparecem no arquivo.

O comandante-geral da Polícia Militar, José Luís Castro Menezes, a major Pricilla de Oliveira Azevedo, que comandou a primeira Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio, no Morro Santa Marta, além da comandante da UPP Babilônia/Chapéu Mangueira, tenente Paula Apulchro, estavam na lista dos que tiveram as informações pessoais reveladas.


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