‘UPP’ da milícia sofre baixa

Apontado como matador de quadrilha que atua em Jacarepaguá é preso pela polícia

Por O Dia

Rio - A milícia da ‘UPP da Praça Seca’ sofreu uma baixa. Acusado de ser o matador da quadrilha, Evandro Barreto da Silva, o Vandrinho, foi preso por agentes da Divisão de Homicídios (DH). Ele é o segundo homem na hierarquia da quadrilha comandada pelo ex-PM Luiz Monteiro Doem, e é investigado pela participação em quatro homicídios — mas há suspeita de que o número de mortes cometidas pelos paramilitares ultrapasse os 20 casos nos últimos cinco anos, em Jacarepaguá.

Uma das mortes atribuída à quadrilha — que criou a sua própria Unidade de Polícia Pacificadora ao pintar uma casa na comunidade com as cores da PM e escrever a sigla UPP — é a do estudante Jonatan Rovere Gomes, de 17 anos. Assassinado há três meses, por asfixia, em Vila Valqueire, o rapaz teve o corpo carbonizado e abandonado dentro de um carro em Água Santa. A ideia dos criminosos era simular que Jonatan era mais uma vítima da guerra do tráfico de drogas.

Quadrilha pintou até a sigla ‘UPP’ numa casa%2C na Praça Seca%2C que funciona de base para ações criminosas Reprodução Internet

Não deu certo. Os investigadores chegaram a testemunhas e descobriram que o crime foi articulado por Vandrinho e mais quatro pessoas: Luís Carlos Costa Coelho, o Luizinho — atual chefe da milícia da Chacrinha —, Pedro Henrique Rosa da Silva, Rodrigo Orelha e Diego Rodrigues Targino, que foi preso com uma arma de porte restrito no dia do crime.

Duas são as hipóteses para a morte de Jonatan: a milícia suspeitava da ligação do jovem com o tráfico de drogas — que não existia — ou o envolvimento do rapaz com a namorada de um dos paramilitares. Há suspeita de que uma sexta pessoa participou do assassinato: Carlos Alberto Marques de Souza, o Carlinhos Terror, também ligado a milícia da Chacrinha.

Entre os outros três homicídios atribuídos ao grupo e investigados pelos agentes da DH está o do comerciante João Monteiro da Silva, ocorrido em em fevereiro, na Praça Seca. Irmão de Doem, ele foi assassinado depois que a quadrilha passou a desconfiar que João municiava com informações o ex-PM Doem, que está preso, sobre os desfalques financeiros da milícia.

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