Por thiago.antunes

Rio - O indiciamento de 10 policiais militares pelo desaparecimento de Amarildo Souza não colocou um ponto final no caso pela Polícia Civil, que procura o corpo do pedreiro e novos indícios sobre o que aconteceu na noite de 14 de julho na Rocinha. Nesta terça-feira, agentes da Divisão de Homicídios (DH) devem retomar as buscas na favela, principalmente na mata, local onde possivelmente a vítima foi torturada e onde pode haver vestígios do corpo.

Agentes pretendiam vasculhar alguns locais da comunidade ontem, mas, devido ao mau tempo, a ação foi suspensa. O delegado Rivaldo Barbosa disse ainda ter esperanças de encontrar o corpo de Amarildo. Mesmo com o caso já em fase processual na Justiça, policiais continuam investigando novos elementos que podem ajudar a descobrir o paradeiro da vítima.

Delegado Rivaldo Barbosa ainda tem esperanças de achar a vítimaJosé Pedro Monteiro / Agência O Dia

Quinta-feira, deve sair a conclusão do exame de DNA feito na ossada achada em Resende, no Sul Fluminense, que a polícia investiga se é do pedreiro.

Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça foram fundamentais para a elucidação do caso. Em uma delas, testemunha conversa com o major Edson Santos, ex-comandante da UPP da Rocinha e um dos presos pelo crime, sobre uma casa que ele teria prometido. A mulher acusou o major de tê-la coagido para acusar traficantes pelo sumiço do pedreiro.

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