Por marlos.mendes

Rio - Escopetas, lançadores de bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha fazem parte do arsenal de cerca de 40 homens do Exército que ocupam, na tarde deste domingo, a frente do Hotel Windsor Barra Hotel, no Rio. O local abrigará, às 14h desta segunda-feira, o leilão do Campo de Libra, o primeiro do pré-sal brasileiro e o maior certame de petróleo da História do País.

Quatro jipes do Exercito e homens da cavalaria também já realizam patrulha da região e há dois barcos da Marinha em frente ao hotel. No total, o esquema de segurança envolverá 1.100 homens, entre militares – do Exército e da Marinha – , policiais federais e estaduais, guardas municipais e funcionários públicos.

O temor é que manifestações convocadas por grupos contrários ao leilão – como os petroleiros , que fazem greve desde a última quinta-feira –, além dos black blocks, possam causar tumultos na região.

O aparato de segurança, entretanto, dá sinais de dissuadir eventuais manifestações. À Agência Brasil, o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antonio Moraes, disse que realizar uma manifestação próximo ao hotel nesta segunda-feira será praticamente impossível "devido ao uso da tropa de guerra montada pelo Exército".

Por esse motivo, os petroleiros vão priorizar um protesto entre 8 e 9 horas desta segunda-feira (21), em Brasília, em frente ao Congresso Nacional.

As ruas permanecem fechadas da meia noite deste domingo até a meia noite de segunda-feira. A área de atuação das forças de segurança está delimitada pelas avenidas Lúcio Costa, Érico Verissímo, Armando Lombardi, Afonso Arinos de Melo Franco e o Canal de Marapendi. O Comando Militar do Leste (CML) pede aos motoristas que evitem a região, por causa de retenções no tráfego nas vias próximas ao hotel.

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