Por daniela.lima

Rio de Janeiro - Os petroleiros completam neste domingo o quarto dia de paralisação da greve nacional por tempo indeterminado convocada contra o leilão do Campo de Libra, na camada do pré-sal; pelo acordo coletivo de trabalho que está em negociação com a Petrobras; e contra o Projeto de Lei (PL) 4.330, em tramitação na Câmara dos Deputados, que pretende expandir a terceirização da mão de obra no país.

O Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, obteve no final do dia deste sábado uma liminar na Justiça que garante a saída dos petroleiros que estavam trabalhando há mais de 12 horas na Refinaria Duque de Caxias (Reduc). A decisão da Justiça determina que, caso os trabalhadores permanecessem após esse período no local de trabalho, a Petrobras seria obrigada a pagar multa de R$ 10 mil por hora, por trabalhador.

Os petroleiros começaram a deixar o local de trabalho na noite passada e entregaram a produção às equipes de contingência da Petrobras, formada por gerentes, supervisores e engenheiros, que têm função gratificada, e passaram a exercer a operação das unidades.

De acordo com o presidente do sindicato, Simão Zanardi, duas unidades da Reduc estão completamente paralisadas: a unidade de parafina, que serve para o uso de produtos parboilizados, como o arroz e outros tipos de alimentos, e também na indústria de tinta, borracha e pneus; e ainda a unidade de destilação de óleo lubrificante.

O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antonio Moraes, disse que os petroleiros vão priorizar uma manifestação para amanhã, entre as 8 e as 9h, em Brasília, em frente ao Congresso Nacional, onde os petroleiros estão acampados. Moraes disse que uma manifestação nas proximidades do hotel onde ocorrerá o leilão, no Rio, é praticamente impossível, "devido ao uso da tropa de guerra montada pelo Exército".

O dirigente disse ainda que a Petrobras convocou para amanhã às 10h, na sede da empresa no Rio, uma reunião para tratar da data-base dos petroleiros. No documento, a Gerência de Recursos Humanos da estatal informa que apresentará nova proposta para o acordo coletivo de trabalho 2013.

Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 16,53%. A Petrobras ofereceu até agora um aumento de 6,09% (variação do IPCA) no salário-base, além de 7,68% na remuneração mínima por nível e regime (RMNR) e um abono equivalente a uma remuneração ou R$ 4 mil, o que for maior.

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