Por bianca.lobianco

Rio - Por volta das 15h40 desta segunda-feira, o consórcio formado pelas empresas Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC venceu o leilão da primeira rodada de licitações do pré-sal, que tem potencial de óleo recuperável de até 12 bilhões de barris por ano, no Campo de Libra, localizado na porção Norte da Bacia de Santos. Após o arremate, as ações da estatal brasileira subiram pouco mais de 5%.  

A Petrobras é detentora de 40%, a Shell 20%, a Total também de 20% e as chinesas CNPC e CNOOC 10% cada.

O evento começou por volta das 15h. O ministro de Minas e Energia, Édison Lobão, afirmou que o Campo de Libra "será um divisor de águas no passado e no futuro do pré-sal".

"Nós dobramos o nosso estoque certificado. Com o pré-sal fomos além dos 25 bilhões de barris", informou Lobão. 

Mais cedo, houve protesto e quebra-quebra contra o leilão do Campo de Libra. Petroleiros e manifestantes, muitos mascarados, tentaram furar o bloqueio da Força Nacional de Segurança. Os agentes responderam com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Vários manifestantes, a maioria mascarados, ficaram posicionados a cerca de 100 metros do bloqueio da Força Nacional e, a qualquer movimentação deles, os agentes reagiram lançando balas de borracha e bombas. Houve grupos espalhados também na Praça do Ó, que fica a dois quarteirões do hotel. Além das armas não letais, os homens da Força Nacional de Segurança estavam armados com fuzis e escopetas.

Minutos antes do início do evento, um sanitário público pegou fogo na Avenida Lúcio Costa. Os agentes detiveram Édson Waldemar dos Santos, de 71 anos. O homem estava com a bandeira da Frente de Internacionalista dos Sem-teto (FIST) afirmando que iria tacar fogo em um sanitário e que não iria haver a Copa de futebol de 2014. Após ter sido inspecionado, o suspeito foi liberado.

Os confrontos deixaram, pelo menos, seis feridos – três manifestantes, um policial da Força Nacional, um fotógrafo e uma jornalista. Nenhum com gravidade.

Dispersão 

O grupo de manifestantes já começou a se dispersar e segue em direção à Avenida das Américas, principal via de acesso ao bairro. Poucas pessoas, ligadas a partidos e a movimentos anarquistas, permanecem no local.

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