Crimes e falta de PMs

Roubos dispararam em áreas dos três batalhões da PM que mais cederam policiais para controle de manifestações

Por O Dia

Rio - Roubos dispararam em áreas dos três batalhões da PM que mais cederam policiais para controle de manifestações. Levantamento do Informe mostra que, nesses locais, a incidência desses crimes — exceção de roubo de carros — foi superior à registrada em toda a cidade.

Em quase todos os casos, os percentuais também foram maiores que os da Região Integrada de Segurança Pública 1 (Risp 1), que reúne dez batalhões do Centro, Zona Sul e Zona Norte. Os três BPMs mais afetados pelos atos públicos (Botafogo, São Cristóvão e Harmonia) ficam na Risp 1. Foram comparados dados de junho, julho e agosto de 2013 com os dos mesmos meses de 2012.

Para a PM, há relação direta entre o aumento dos crimes e a diminuição, por conta de manifestações, do policiamento nas ruas. Porta-voz da corporação, o tenente-coronel Cláudio Costa diz que os outros batalhões do Grande Rio também cederam policiais, ainda que em menor número, para os atos públicos. Isto, afirma, ajuda a explicar o aumento quase generalizado dos índices.

Casas e pedestres

No período, os roubos a residências aumentaram 30,58% no Rio e 110% nos bairros policiados pelos três batalhões. Na cidade, os roubos a pedestres cresceram 10,33%; nos BPMs mais afetados pelas manifestações, 54,43%.

Ônibus e celulares

Os roubos em coletivos subiram 39,88% na cidade — e 94,64% nos três batalhões. Proporção semelhante à verificada em relação aos celulares roubados: 36,62% contra 103,39%. Na Risp 1, os mesmos crimes subiram, respectivamente, 35,26% e 57,94%.

MAIS DE MIL POLICIAIS EM PASSEATAS

Na região dos três batalhões houve redução de 6,13% nos roubos de veículos (em todo o Rio, o crescimento foi de 11,80%). A queda se concentrou na área do 5º BPM, Harmonia, que cuida do Centro: lá houve menos 44,44% casos. Segundo o porta-voz da PM, de 20 a 30 homens eram deslocados para atos públicos. A violência nas manifestações fez com que, nas últimas passeatas, o número de policiais chegasse a 1.500. “Todo o policiamento na Região Metropolitana foi prejudicado”, diz.

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