Operação contra milícia na Baixada visa cumprir 23 mandados de prisão

Secretaria de Segurança e MP deflagraram a Operação Capa Preta II, com objetivo de desarticular violenta milícia responsável por diversos crimes em Duque de Caxias

Por O Dia

Rio - Agentes da Secretaria de Segurança (Seseg), do Ministério Público (MPRJ) e da Polícia Militar realizam, nesta quinta-feira, a Operação Capa Preta II, que visa cumprir 23 mandados de prisão preventiva para desarticular violenta milícia responsável por diversos crimes no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Pelo menos 10 pessoas já foram presas.

São elas Fábio Delfino de Oliveira; Eder Fabio Gonçalves da Silva, "Fábio É Nós"; Samuel Felipe Dantas de Farias, Jonas Gonçalves da Silva, Fábio Grama Miranda, Jorge Luiz Moreira de Souza, José Gomes da Rocha Neto, o "Kiko"; Wander Lucio Pereira Gomes; Roberto Wagner Lima de Castro, "Betão", e Lucio Rocha Loyola.

Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Duque de Caxias por formação de quadrilha armada para a prática de crime hediondo. Cerca de 300 policiais participaram da operação.

Entre os integrantes da quadrilha que tiveram a prisão decretada estão um ex-vereador de Duque de Caxias, sete policiais militares, um ex-policial civil, dois fuzileiros navais e cinco ex-policiais militares.

A quadrilha, de acordo com as investigações, age pelo menos desde 2007 nos bairros do Pantanal, Parque Fluminense, Parque Muísa, São Bento, Pilar, Vila Rosário, Vila São José, Parque Suécia, Lote XV, Sarapuí, Vila Guaíra, Jardim Leal e Gramacho, todos situados no município de Duque de Caxias.

Entre as práticas criminosas perpetradas pela quadrilha destacam-se a cobrança de “taxas” por serviços clandestinos de segurança; a imposição da compra de cestas básicas por valores acima do mercado; o tráfico de armas de fogo, a agiotagem, a invasão de propriedades, o parcelamento irregular do solo urbano; a exploração da distribuição ilícita de sinal de TV a cabo, internet e jogos de azar; a prestação de serviços de transporte coletivo alternativo clandestino (vans e mototáxis); e a venda ilegal de botijões de gás.

As ações da quadrilha são cruéis e envolvem a prática de homicídios, ocultação de cadáveres, tortura, lesões corporais graves, extorsões, ameaças, constrangimentos ilegais e injúrias.

Entre os réus estão Jonas Gonçalves da Silva, o Jonas é Nós, ex-vereador de Duque de Caxias, e José Gomes da Rocha Neto, o Kiko, preso em abril de 2013 por envolvimento no assassinato de dois empresários paulistas.

O nome da operação é uma referência a Operação Capa Preta, deflagrada em dezembro de 2010, em que todas as testemunhas de acusação do processo criminal foram assassinadas, com exceção do delegado titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco), que está sob ameaça.

A operação Capa Preta II é um trabalho conjunto da Draco, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da SSINTE, da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar, da Corregedoria da Polícia Militar, com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

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