Por thiago.antunes

Rio - O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) quer que a Secretaria Municipal de Educação (SME) acabe com a chamada “autonomia de direção”, na qual diretores de escolas em áreas de risco, como o Complexo da Maré, decidem pela abertura ou não das unidades. Para o Sepe, esta responsabilidade deve caber às autoridades de segurança.

Nesta sexta-feira, pelo quarto dia seguido, cerca de três mil alunos, segundo o Sepe — e 938, de acordo com a SME —, continuaram sem aulas na Maré. Com medo da violência, professores optaram mais uma vez por não comparecer a três escolas, entre as favelas Nova Holanda e Baixa do Sapateiro, onde facções rivais estão em guerra.

Conflitos na Maré levam terror a moradores%2C professores e estudantesSeverino Silva / Agência O Dia

“A tal autonomia de direção é perversa. Com escolas abertas ou fechadas, professores e estudantes correm risco do mesmo jeito. O setor de inteligência da polícia, por exemplo, é que deveria fazer avaliações e não os educadores”, disse Susana Gutierrez, diretora do Sepe. Na segunda-feira, a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, deve se reunir com os professores da Maré para discutir a situação.

Sepe quer Costin no local

O Sepe vai propor que a secretária Claudia Costin mude seu gabinete e despache pelo menos um mês em alguma das escolas localizadas em áreas de constantes conflitos na Maré. Com a medida, segundo o sindicato, ela poderia “perceber de perto as condições precárias de segurança nas unidades”. Cláudia Costin não comentou o assunto. Em nota, a SME ressaltou que para “minimizar os prejuízos aos alunos de áreas de risco”, criou em 2009 o Programa Escolas do Amanhã, que reduz a evasão escolar em 155 escolas.

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