Por thiago.antunes

Rio - O prefeito Eduardo Paes anunciará nesta quinta-feira, no Palácio da Cidade, um projeto que há sete meses tem sido sua menina dos olhos: o Instituto EixoRio, uma plataforma de articulação para estimular o desenvolvimento do subúrbio através da arte. O pontapé inicial desta iniciativa é a criação de uma galeria de arte de mais de 40 quilômetros de extensão, margeando os trilhos da linha 2 do metrô, de São Cristóvão à Pavuna.

O idealizador do projeto é o empolgadíssimo rapper Marcello Dughettu, que será o mestre de cerimônias do evento de amanhã. “A rua vai invadir o Palácio da Cidade. Quem for de terno será barrado. Conseguimos criar um canal de diálogo com o gabinete do prefeito, sem passar pelos trâmites das secretarias”, define Dughettu, agora rapper-presidente do Instituto Eixo Rio.

Murais da galeria a ser construída nos muros das linha 2 do metrô serão semelhantes ao da foto acima%2C do painel que está no Terminal Alvorada%2C na Barra da TijucaDivulgação

O músico explica que o projeto tem semelhanças com a ideia inicial das UPPs. “Quando elas chegaram (as UPPs), depois deveriam vir os serviços. No nosso caso, a arte virá junto com urbanização, limpeza e iluminação num primeiro momento”, anunciou.

O primeiro trecho a ser recuperado será nas imediações das estações de São Cristóvão, Triagem e Engenho da Rainha, as mais degradadas atualmente. “Contaremos nos muros os problemas daquela região. Daremos voz àquela galera para que, através da arte e do grafite, a gente possa chamar a atenção do poder público e privado e trazer os serviços necessários”, explicou Dughettu.

Oportunidade de expor perto de casa

Presente em alguns bairros da Zona Sul e na Zona Portuária, a arte do grafite será valorizada no berço, ou seja, nas zonas Norte e Oeste.  “Os artistas que saem de suas áreas para mostrar seu trabalho do outro lado da cidade agora terão a chance de fazer isso perto da sua casa, da sua galera”, diz Marcello Dughetto.

As demandas serão definidas através de coletivos e levadas diretamente ao prefeito Eduardo Paes. “O cara que mora em Bangu e quer fazer uma roda de rima nem sabe como chegar à Secretaria de Cultura. Nossa ideia é acabar com essa dificuldade para fomentar a cultura local”, diz.

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